Caros irmãos, no trigésimo segundo domingo do Tempo Comum, em polêmica com os saduceus, Jesus nos fala sobre a ressurreição dos mortos (cf. Lc 20,27-38). Peçamos ao Senhor que fortaleça nossa esperança e sustente-nos na cotidiana prática do bem.

Para termos uma visão geral sobre qual a nossa profissão de fé, enquanto católicos, acerca da ressurreição dos mortos, recomendo a leitura atenta do Catecismo da Igreja Católica [1] e da encíclica do Papa emérito Bento XVI, Spe Salvi. Para nossa oração, a partir da primeira leitura (cf. 2Mc 7,1-2.9-14), meditemos sobre a ressurreição: não só esperança fundamental em nossa caminhada como cristãos, mas também grande icona_16-2consolação nos momentos mais difíceis.

É fundamental crer no juízo, na ressurreição e na vida eterna porque isto nos permite perceber para onde estamos conduzindo nossa vida. De fato, diante da morte não há camuflagem ou jogos de palavras. “Prefiro ser morto pelos homens tendo em vista a esperança dada por Deus, que um dia nos ressuscitará”, diz o quarto irmão macabeu (cf. 2Mc 7,14). Só quem espera encontrar definitivamente o imenso Amor será capaz de, por amor, gastar-se neste mundo. Na esperança que vem do Senhor e na sua graça que nos sustenta, é possível ser generoso na prática do bem superando qualquer dificuldade.

E é também reconfortante esperar no Senhor, justo Juiz, porque isso nos lembra que o mal não tem a palavra final. Diante da injustiça, o desânimo bate à nossa porta. O triste espetáculo do mal, seja dentro de nós, seja no ambiente em que vivemos, é um grande questionamento que pode nos levar a desistir. Mas, com os olhos fixos naquele que nos renova, nossos corações se enchem de ânimo e nossas boas ações e palavras são confirmadas: em nosso Senhor Jesus Cristo, o bem vencerá.

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, estrela da esperança, interceda por nós hoje e sempre. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita. Amém!

 

[1] n. 988-1060.