Caros irmãos, celebrando o quinto domingo do Tempo Comum, temos, para nossa oração e reflexão um trecho do sermão da montanha (cf. Mt 5,13-16). Nele, nosso Senhor nos chama a ser sal da terra e luz do mundo. Peçamos, assim, a Sua graça para segui-lo de todo o coração.

Precisamos, em primeiro lugar, reconhecer que a luz que resplandece no rosto dos cristãos é a Luz de Cristo (cf. Lumen Gentium, n.1). Ou seja, o Senhor nos convida a que, deixando-nos transformar pela Sua misericórdia, nos tornemos luzeiros da Sua presença salvadora no mundo. Por isso, não se trata de um egoísmo que se traduz num Spas_vsederzhitel_sinaysubjetivismo relativista. Pelo contrário, trata-se do anúncio do real e extraordinário Amor de Deus disponível a todas as pessoas.

Neste sentido, percebemos que iluminar é evangelizar: anunciar a Boa Nova da Salvação. E isso se faz sobretudo com palavras. Infelizmente, hoje, muitas pessoas têm medo de falar de Jesus e do Evangelho, com seus dons e exigências. Porém, “ninguém acende uma lâmpada, e a coloca debaixo de uma vasilha, mas sim, num candeeiro” (Mt 9,15). Portanto, é o nosso turno: precisamos não calar a Verdade que guia as nossas vidas. E esta é uma tarefa que nos toca a todos, mas, de maneira muito particular, os pais que devem verdadeiramente educar seus filhos para Deus e para o céu.

Contudo, a palavra do anúncio, se não é sustentada com uma opção de vida real pelo Senhor, cai em descrédito. Assim, podemos dizer que, como elemento que preserva da corrupção ser sal da terra significa dar testemunho do Evangelho. E esta também é uma tarefa que nos toca a todos: lá onde passamos os nossos dias. Na nossa casa, no nosso trabalho, nas nossas escolas, pelas ruas da nossa cidade, viver sendo movidos pelo Amor e pela Graça de Deus é necessário para que mais e mais pessoas tenham a oportunidade de reconhecer em Jesus o Senhor e o salvador de suas vidas.

Que a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, e de seu castíssimo esposo São José, nosso protetor, nos fortaleçam no anúncio e no testemunho cotidianos do Evangelho.

Sub tuum præsidium confugimus.

sancta Dei Genitrix:

nostras deprecationes

ne despicias in necessitatibus:

sed a periculis cunctis libera nos semper,

Virgo gloriosa et benedicta.