Caros irmãos, neste domingo, o sexto do Tempo Comum, a liturgia nos apresenta mais um trecho do sermão da montanha (cf. Mt 5,17-37). Nele, nosso Senhor não só confirma, mas leva a pleno cumprimento a segunda tábua da Lei. Peçamos-lhe, então, a Sua graça para correspondermos à Sua misericórdia com um amor sempre mais generoso.

Impressiona-me como Jesus está atento não só às grandes questões, como o homicídio (cf. Mt 5,21), o adultério e o divórcio (cf. Mt 5,27.31), mas também às pequenas coisas do cotidiano, como os sentimentos de raiva (cf. Mt 5,22) ou os olhares e desejos maliciosos (cf. Mt 5,28). Penso que este cuidado tão acurado que Ele tem por nós é mais um sinal de quão grande é Seu amor misericordioso. De fato, Deus quer tanto o nosso bem que não Sermoexiste nada em nossa vida que não lhe seja importante. Não é impressionante que o Senhor do céu e da terra tenha um olhar tão cuidadoso por cada um de nós, suas minúsculas e frágeis criaturas?

Pois bem, só quando estamos conscientes disto, ou seja, de que é por Sua infinita misericórdia que o Senhor nos dá tais avisos neste evangelho que podemos acolhê-los não como fardos pesados, mas como caminho de libertação interior e realização pessoal e comunitária. Quando descobrimos que arrancar de nossas vidas as mínimas ocasiões de pecado, ainda que isso custe, (cf. Mt 5,29-30) é a resposta a Seu imenso amor, que podemos dar sustentados pela mesma Graça, e não a condição para que sejamos amados, é que experimentamos, no cumprimento de mandamentos tão fortes, a verdadeira liberdade e felicidade.

Que a bem-aventurada Virgem Maria, nossa Mãe, e São José, seu castíssimo esposo, nos intercedam por nós para que vivamos imersos no mistério do Amor de Deus.

Sub tuum præsidium confugimus.

sancta Dei Genitrix:

nostras deprecationes

ne despicias in necessitatibus:

sed a periculis cunctis libera nos semper,

Virgo gloriosa et benedicta.