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O AVANÇO DA ESTRATÉGIA ABORTISTA NO BRASIL

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Estamos diante de uma batalha pela vida no Brasil. Por isso, gostaríamos, em primeiro lugar, que todos assistissem o vídeo abaixo

 

Depois, por favor, pegue seu telefone e ligue para o presidente da Câmara e os deputados líderes de seus partidos pedindo a urgente tramitação e aprovação sem mudanças substanciais do PL 4754/2016 (http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2079700).

Escreva também, se possível, e-mails para os deputados:

PRESIDENTE DA CÂMARA – RODRIGO MAIA

(61) 32158015 / 32156016 / 32158017
dep.rodrigomaia@camara.leg.br
presidenciacd@agendaleg.com.br
=======================================
GOVERNO – LIDERANÇA DA GOVERNO
AGUINALDO RIBEIRO
(61) 3215-9001
lid.govcamara@camara.leg.br
===============================================
PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro
BALEIA ROSSI (61) 3215-9181 / (61) 3215-9180
lid.pmdb@camara.leg.br
===============================================
PSDB – Partido da Social Democracia Brasileira
NILSON LEITÃO (61) 3215-9345 / (61) 3215-9346
lid.psdb@camara.leg.br
===============================================
PP- Partido Progressista
ARTHUR LIRA (61) 3215-9426
lid.pp@camara.leg.br
===============================================
PSD – Partido Social Democrático
DOMINGOS NETO
(61) 3215-9060 / (61) 3215-9070
lid.psd@camara.leg.br
===============================================
PSB – Partido Socialista Brasileiro
Tadeu Alencar
(61) 3215-9650
lid.psb@camara.leg.br
===============================================
DEM – Democratas
RODRIGO GARCIA
(61) 3215-9265/9281
lid.dem@camara.leg.br
===============================================
PRB – Partido Republicano Brasileiro
CELSO RUSSOMANNO
(61) 3215-9880 / (61) 3215-9882/9884
lid.prb@camara.leg.br
===============================================
PODE – Podemos
RICARDO TEOBALDO
(61) 3215-8900 lid.ptn@camara.leg.br ===============================================
SD – Solidariedade
WLADIMIR COSTA
(61) 3215-9980, 3215- 9987
lid.solidariedade@camara.leg.br
===============================================
PSC – Partido Social Cristão
GILBERTO NASCIMENTO
(61) 3215-9762 / (61) 3215-9771/9761
lid.psc@camara.leg.br
===============================================
PR – Partido da República
JOSÉ ROCHA (61) 3215-9550
lid.pr@camara.leg.br
===============================================
PROS – Partido Republicano da Ordem Social
FELIPE BORNIER
(61) 3215-9990
lid.pros@camara.leg.br
===============================================
PSL – Partido Social Liberal
DELEGADO FRANCISCHINI
(61) 3215-5818
dep.alfredokaefer@camara.leg.br ===============================================
PTB – Partido Trabalhista Brasileiro
JOVAIR ARANTES
(61) 3215-9502/9503
lid.ptb@camara.leg.br

Contamos com a sua colaboração!

 

Para aprofundar a questão:

SOBRE A APROVAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL

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O aborto está para ser aprovado no Brasil pela via do ativismo judicial. Assista o vídeo até o fim e compreenda o que está acontecendo.

A ESTRATÉGIA DOS COMUNISTAS CONTINUA A MESMA: ACUSAR OS OUTROS DO QUE ELES MESMO SÃO – Por Pe. Daniel Ribeiro, scj

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Após ser um fracasso de bilheteria nos cinemas, o ator Gregório Duvivier encontrou um meio para estar na mídia e chamar a atenção para si no Natal. Através do jornal Folha de São Paulo, Duvivier escreveu um artigo chamando Jesus Cristo de baderneiro comunista, defensor de bandidos, prostitutas… Na verdade, como os comunistas costumam fazer, o oportunista autor diz do Outro o que ele mesmo é.

Chamar Jesus Cristo de comunista apenas mostra a ignorância e maldade de Gregório. Ao contrário dos governos comunistas e totalitários, defendidos por ele e que mataram milhões de pessoas pelo mundo todo, Jesus sempre pregou a vida e a liberdade. Como o Filho de Maria poderia ter sido comunista se, através da parábola dos talentos, por photoexemplo, Ele mesmo diz que “aquele que tem muito receberá ainda mais; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele” (Lc 19, 26)? Jesus atacou todo tipo de injustiça, mas nunca defendeu a luta de classes tão propagada pelas referências de Duvivier, como Stálin, Fidel Castro, Hugo Chaves e outros.

Quando Gregório diz que Jesus era defensor de bandidos, confesso que pensei que ele estava falando dele mesmo. O Cristo, que não veio para defender ou instituir nenhuma ideologia política, jamais defendeu a roubalheira ou a prostituição. Muito pelo contrário, ao perdoar e reinserir estas pessoas convertidas na sociedade, Ele ordenava para que elas nunca mais cometessem o mesmo pecado. Parece que o militante esquerdista não conhece a máxima cristã de amar o pecador e não o pecado. Fica a questão, quem é defensor de bandidos: Jesus ou Duvivier, comunista de iPhone, que mama num Estado aparelhado que deixou nosso país nesta crise sem precedentes? Ainda, nunca ouvi falar que este ator dividiu seus bens com os pobres. É sempre a mesma ideia esquerdista: fazer justiça, mas apenas com os bens dos outros.

Que prepotência de alguém querer destruir Jesus Cristo – que é Deus – em um raso artigo publicado em um jornal de reputação questionável. Gregório e seus parceiros do Portas dos Fundos se esquecem que Jesus é um marco histórico que divide nosso calendário em antes e depois Dele. Como religioso que vive a quase 5 anos em um país comunista, ícone - Natalgostaria de convidar Duvivier, como os defensores e membros do Foro de São Paulo, para pararem de falar e irem viver nos países totalitários que tanto defendem.

Espero que nosso país, que tem em sua maioria um povo tradicional, jogue, nas próximas eleições, para a porta dos fundos da história, estes oportunistas que após a roubalheira na organização da Copa do Mundo, Olimpíadas e a destruição de nossas empresas públicas, ainda têm a cara de pau de pedirem nossos votos. Quanto a Gregório Duvivier, que o ator consiga seu espaço por seus méritos e não querendo atacar a Pessoa mais importante da história e modelo para todos nós. Aos cristãos que se sentiram ofendidos com tal texto, penso que, conhecendo um pouco do autor, eu me sentiria muito mais triste sendo elogiado pelo mesmo. Por isso, ser criticado por pessoas como este oportunista, nada mais é do que um sinal de que cultivamos valores nobres e seguimos uma Pessoa decente.

Pregação de Sexta-feira Santa na Basílica de São Pedro – Texto original

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Pe. Raniero Cantalamessa, ofmcap

“O CRUX, AVE SPES UNICA”

A cruz, única esperança do mundo

Pregação da Sexta-feira Santa de 2017, na Basílica de São Pedro

Escutamos a narrativa da Paixão de Cristo. Trata-se, essencialmente, do relato de uma morte violenta. Notícias de mortes, e mortes violentas, quase nunca faltam nos noticiários vespertinos. Também nestes últimos dias, temos escutado tais notícias, como a dos 38 cristãos coptas assassinados no Egito no Domingo de Ramos. Estas notícias se sucedem com tal rapidez, que nos fazem esquecer, a cada noite, as do dia anterior. Por que, então, após 2000 anos, o mundo ainda recorda, como se tivesse acontecido ontem, a morte de Cristo? É que esta morte mudou para sempre o rosto da morte; ela deu um novo sentido à morte de cada ser humano. Sobre ela, reflitamos por um momento.

“Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água” (Jo 19, 33-34). No início do seu ministério, àqueles que lhe perguntavam com qual autoridade ele expulsava os vendedores do templo, Jesus disse: “Destruí este templo e em três dias eu o levantarei”. “Ele falava do templo do seu corpo” (Jo 2, 19. 21), havia comentado João naquela ocasião, e eis que agora o próprio evangelista nos diz que do lado deste templo “destruído” jorram água e sangue. É uma clara alusão à profecia de Ezequiel que falava do futuro templo de Deus, daquele lado do qual jorra um fio de água que se torna primeiro um riacho, depois um rio navegável, em torno do qual floresce toda forma de vida.

Mas, penetremos no epicentro da fonte deste “rio de água viva” (Jo 7, 38), no coração trespassado de Cristo. No Apocalipse, o mesmo discípulo que Jesus amava escreve: “Com efeito, entre o trono com os quatro Viventes e os Anciãos, vi um Cordeiro de pé, como que imolado” (Ap 5, 6). Imolado, mas de pé, ou seja, trespassado, mas ressuscitado e vivo.

Existe agora, dentro da Trindade e dentro do mundo, um coração humano que bate, não só metaforicamente, mas realmente. Se, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, também o seu coração ressuscitou dentre os mortos; este coração vive, como todo o resto do seu corpo, em uma dimensão diferente da primeira, real, embora mística. Se o Cordeiro vive no céu “imolado, mas de pé”, também o seu coração compartilha o mesmo estado; é um coração trespassado, mas vivente; eternamente trespassado, precisamente porque eternamente vivente.

Há uma expressão que foi criada justamente para descrever a profundidade da maldade que pode aglutinar-se no seio da humanidade: “coração de trevas”. Depois do sacrifício de Cristo, mais profundo do que o coração de trevas, palpita no mundo um coração de luz. Cristo, de fato, subindo ao céu, não abandonou a terra, assim como, encarnando-se, não tinha abandonado a Trindade.

“Agora cumpre-se o plano do Pai – diz uma antífona da Liturgia das horas – , fazer de Cristo o coração do mundo”. Isso explica o irredutível otimismo cristão que fez uma mística medieval exclamar: “O pecado é inevitável, mas tudo ficará bem e todo tipo de coisa ficará bem ” (Juliana de Norwich).

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Os monges cartuxos adotaram um lema que aparece na entrada de seus mosteiros, nos seus documentos oficiais e em outras ocasiões. Nele está representado o globo terrestre encimado por uma cruz, rodeado pela inscrição: “Stat crux dum volvitur orbis”: A Cruz permanece intacta enquanto o Mundo dá sua órbita.

O que é a cruz, para ser esse ponto fixo, este mastro, no meio dos balanços do mundo”? Ela é o “Não” definitivo e irreversível de Deus à violência, à injustiça, ao ódio, à mentira, a tudo aquilo que nós chamamos de “mal”; e é ao mesmo tempo o “Sim” também irreversível ao amor, à verdade, ao bem. “Não” ao pecado, “Sim” ao pecador. É o que Jesus praticou em toda a sua vida e que agora consagra definitivamente com a sua morte.

A razão para esta distinção é clara: o pecador é criatura de Deus e mantém a sua dignidade, apesar de todos os seus desvios; o pecado não; este, é uma realidade espúria, adendo, fruto das próprias paixões e da “inveja do demônio” (Sb 2, 24). É a mesma razão pela qual o Verbo, encarnando-se, assumiu todo do homem, exceto o pecado. O bom ladrão, a quem Jesus moribundo promete o paraíso, é a prova viva de tudo isso. Ninguém deve se desesperar; ninguém deve dizer, como Caim: “Muito grande é a minha culpa para obter o perdão” (Gn 4, 13).

A cruz não “está”, portanto, contra o mundo, mas pelo mundo: para dar um sentido a todo o sofrimento que houve, que há e que haverá na história humana. “Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo – diz Jesus a Nicodemos –, mas para que o mundo seja salvo por Ele” (Jo 3, 17). A cruz é a proclamação viva de que a vitória final não é de quem triunfa sobre os outros, mas de quem triunfa sobre si mesmo; não daqueles que causam sofrimento, mas daqueles que sofrem.

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“Dum volvitur Orbis”, enquanto o mundo dá a sua órbita. A história humana conhece muitas passagens de uma época para outra: se fala da idade da pedra, do bronze, do ferro, da era Imperial, da era atômica, da era eletrônica. Mas hoje há algo de novo. A ideia de transição já não é suficiente para descrever a realidade atual. A ideia de mutação deve ser combinada com a de fragmentação. Vivemos, alguém escreveu, em uma sociedade “líquida”; não existem mais pontos fixos, valores incontestáveis, nenhuma rocha no mar, à qual possamos nos agarrar, ou contra a qual colidir. Tudo é flutuante.

Realizou-se o pior cenário que o filósofo havia previsto como resultado da morte de Deus, que o advento do super-homem deveria ter impedido, mas que não impediu: “Que fizemos quando desprendemos esta terra da corrente que a ligava ao sol? Para onde vai agora? Para onde vamos nós? Longe de todos os sóis? Não estamos incessantemente caindo? Para diante, para trás, para o lado, para todos os lados? Haverá ainda um acima e um abaixo? Não estaremos errando como num nada infinito?” (F. Nietzsche, A Gaia Ciência, aforismo 125).

Foi dito que “matar Deus é o suicídio mais horrendo”, e é isso que estamos vendo em parte. Não é verdade que “onde Deus nasce, o homem morre” (J.-P Sartre); o oposto é verdadeiro: onde morre Deus, morre o homem.

Um pintor surrealista da segunda metade do século passado (Salvador Dalì) pintou um crucifixo que parece uma profecia desta situação. Uma imensa cruz, cósmica, com um Cristo acima, também monumental, visto do alto, com a cabeça inclinada para baixo. Abaixo dele, no entanto, não há nenhuma terra firme, mas a água. O Crucifixo não está suspenso entre o céu e a terra, mas entre o céu e o componente líquido do mundo.

Este quadro trágico (há também, no fundo, uma nuvem que poderia aludir à nuvem atômica), contém, no entanto, uma consoladora certeza: há esperança também para uma sociedade líquida como a nossa! Há esperança, porque acima dela “está a cruz de Cristo”. É o que a liturgia da Sexta-feira Santa nos faz repetir todos os anos com as palavras do poeta Venanzio Fortunato: “O crux, ave spe unica”, Salve, ó Cruz, única esperança do mundo.

Sim, Deus está morto, morreu em seu Filho Jesus Cristo; mas não ficou no sepulcro, ressuscitou. “Vós o crucificastes – grita Pedro à multidão no dia de Pentecostes –, mas Deus o ressuscitou!” (At 2, 23-24). Ele é aquele que “estava morto, mas agora vive pelos séculos dos séculos” (Ap 1, 18). A cruz não “está” imóvel no meio das turbulências do mundo” como um lembrete de um evento passado, ou um puro símbolo; está como uma realidade em ato, viva e operante.

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Tornaríamos vã, no entanto, esta liturgia da Paixão, se ficássemos, como os sociólogos, na análise da sociedade em que vivemos. Cristo não veio para explicar as coisas, mas para mudar as pessoas. O coração de trevas não é apenas aquele de algum malvado escondido no fundo da selva, e nem mesmo aquele da nação e da sociedade que o produziu. Em diferente medida está dentro de cada um de nós.

A Bíblia o chama de coração de pedra, “Tirarei do vosso peito o coração de pedra – diz Deus ao profeta Ezequiel – vos darei um coração de carne ” (Ez 36, 26). Coração de Pedra é o coração fechado à vontade de Deus e ao sofrimento dos irmãos, o coração de quem acumula quantidades ilimitadas de dinheiro e permanece indiferente ao desespero de quem não tem um copo de água para dar ao próprio filho; é também o coração de quem se deixa completamente dominar pela paixão impura, pronto para matar ou a levar uma vida dupla. Para não ficarmos com o olhar sempre dirigido para o exterior, para os demais, digamos mais concretamente: é o nosso coração de ministros de Deus e de cristãos praticantes se vivemos ainda, basicamente, “para nós mesmos” e não “para o Senhor”.

Está escrito que no momento da morte de Cristo “o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo, a terra tremeu, e as rochas se partiram, os túmulos se abriram e muitos corpos de santos mortos ressuscitaram” (Mt 27, 51s.). Destes sinais se dá, normalmente, uma explicação apocalíptica, como de uma linguagem simbólica necessária para descrever o evento escatológico. Mas eles também têm um significado parenético: indicam o que deve acontecer no coração de quem lê e medita a Paixão de Cristo. Em uma liturgia como esta, São Leão Magno dizia aos fieis: “Trema a natureza humana perante a execução do Redentor, quebrem-se as rochas dos corações infiéis e aqueles que estavam encerrados nos sepulcros de sua mortalidade saiam para fora, levantando a pedra que estava sobre eles” (Sermo 66, 3; PL 54, 366).

O coração de carne, prometido por Deus nos profetas, já está presente no mundo: é o Coração de Cristo trespassado na cruz, aquele que veneramos como “o Sagrado Coração”. Ao receber a Eucaristia, acreditamos firmemente que aquele coração vem bater também dentro de nós. Olhando para a cruz daqui a pouco digamos do profundo do coração, como o publicano no templo: “Meu Deus, tem piedade de mim, pecador!”, e também nós, como ele, voltaremos para casa “justificados” (Lc 18, 13-14).

Traduçao de Thácio Siqueira

Fonte: http://pt.radiovaticana.va/news/2017/04/14/prega%C3%A7%C3%A3o_sexta-feira_santa_bas%C3%ADlica_s%C3%A3o_pedro_-_texto_orig/1305890

QUANTO VALE A VIDA HUMANA? – Por Fabiana Theodoro.

1 Comentário

Que bom estarmos juntos novamente!

Estamos celebrando a Semana Santa e nos preparando para viver o ponto máximo da Liturgia Católica: a Ressurreição de Nosso Senhor. Como diz São Paulo, se Jesus não ressuscitou, nossa fé é vã (cf. 1 Cor 15,14).

Tudo o que vivemos na Liturgia da Igreja não trata de um teatro que lembra o que aconteceu há dois mil anos, mas revive cada momento da vida de Cristo.

Nosso Senhor passou pelo nosso mundo e na maior parte de sua vida, seguia uma rotina tranquila, junto aos pais a quem tanto respeitava e amava. Jesus passou por todas as etapas da vida, mesmo sendo Deus e não se poupou de nenhum momento, crescendo em sabedoria, estatura e graça (cf. Lc 2,52).

O Evangelho não revela todos os mistérios da vida de Cristo, mas sabemos que Ele morreu porque defendeu a vida acima de tudo. Muitos foram os excluídos, os chamados impuros da época, mas Jesus mostrou à humanidade o verdadeiro valor que a vida humana tem para Deus, independente de onde e como nasceu se foi concebido por amor ou não, se nasceu normal ou com alguma deficiência. Quantos exemplos no Evangelho deste amor: O cego Bartimeu, o surdo-mudo, a pecadora caída, a samaritana e muitos outros que os Evangelhos não mencionam.

Cada homem e cada mulher é a menina dos olhos de Deus. Cada concepção é o Crucificado - íconesonho de Deus se tornando realidade. Agora, aqueles médicos, a quem o próprio Deus capacitou para salvar vidas, preservá-la acima de tudo, vêm dizer que é mais seguro para a mulher abortar antes dos três meses porque o feto ainda não sente dor? Que espécie de médicos é essa? Onde estamos vivendo? Que contradição é essa onde se dão o direito de dizer quem vive e quem morre? Contra a opinião esmagadora que é contra o aborto no Brasil, aprovaram o aborto de bebês anencefálicos, agora querem permitir o aborto de qualquer bebê com menos de três meses no ventre da mãe, para preservar a vida da mulher. Desculpem o linguajar, mas realmente estou enojada com este tipo de profissionais que têm a covardia (não posso chamar de coragem um ato como esse) de apresentar este tipo de proposta para aprovação no senado.

Com que tipo de médicos pode-se contar quando o próprio Conselho de Medicina é Gestaçãoa favor da morte? E por que razão? Não serão acordos escusos, assim como em muitos casos onde receitam remédios de determinados laboratórios para ganharem algum tipo de comissão?

Quanto vale a vida para essas pessoas?

Nosso Senhor veio defender a vida dos indefesos, mostrar o amor de Deus e isso lhe custou a vida, mas quem o segue não pode oferecer-lhe menos que isso. Jesus aceitou seu batismo de morte na cruz para que todos possuíssem a vida em abundância.

Nós somos cristãos, não podemos nos omitir quanto a esse assunto, devemos zelar pela vida como Jesus zela ainda hoje. Estou certa de que a maioria absoluta dos médicos do Brasil é realmente a favor da vida e se recusarão a qualquer tipo de atentado contra ela, mas há muitos que farão de tudo para conseguir a aprovação no Senado visando lucro para o próprio bolso.

Que o Senhor nos dê força para lutar em defesa da vida de nossas crianças que ainda não tiveram a chance de abrir seus olhos para o mundo e para poder perceber o quanto são amadas por Deus já dentro de ventre materno.

 

 

Cf. CIC 512-537.

CFM tem proposta de legalização do aborto até 3º mês de gestação. Disponível em: <http://nocache.sbt.com.br/sbtvideos/media/50c60ec8954f2deab6ee74652ff588e9/CFM-tem-proposta-de-legalizacao-do-aborto-ate-3o-mes-de-gestacao.html>.

Reportagem recomendada:
ABORTO, um mal que clama aos céus. Disponível em: <http://destrave.cancaonova.com/aborto/>.

BENTO XVI: COERÊNCIA, HUMILDADE E CORAGEM DO COMEÇO AO FIM – Por Pe. Daniel Carvalho, scj.

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No mesmo dia em que completei 25 anos de idade recebi a notícia da morte do papa João Paulo II. Aqueles dias foram inéditos para um jovem que havia conhecido apenas um papa. Dias depois, quando a fumaça branca saiu da chaminé na Capela Sistina e da sacada do Vaticano apareceu o cardeal Ratzinger, dizendo que seria chamado Bento XVI, confesso que senti um grande frio na barriga.

Diante de algumas vaias e contestação – isso não aconteceu apenas fora da Igreja Bento XVI– rezei uma Ave Maria e entreguei o papa à intercessão de Nossa Senhora. Puxa, desde o começo, quanta personalidade. Ele poderia ter escolhido o caminho mais fácil e ter ficado diante da sombra do papa João Paulo II. Mas, não! Com um nome inimaginável e com palavras claras e acertadas, ele foi nos mostrando que teria vida própria e marcaria a história.

Destaco sua humildade e coragem. No seu discurso inaugural nos afirmou que aceitava a nova missão porque confiava na intercessão da Virgem Maria e tinha clareza que Deus sabia trabalhar com instrumentos imperfeitos. No dia seguinte, na santa missa, mostrou força com um profético pedido: “rezem por mim, para que eu não fuja, por receio, diante dos lobos”. Graças a Deus, se ele nunca temeu algo, foram os lobos de plantão que temeram.

Um homem que sempre apanhou e nunca revidou na mesma moeda. Assim são os santos: eles sabem que suas vidas devem falar mais do que suas palavras. Diante Bento XVI termina seu pontificadode uma imprensa oportunista, covarde e tendenciosa, que fez de tudo para destruí-lo e ridicularizá-lo, ele não temeu. Diante de parte do clero que prefere ler livros de apóstatas que negam a Igreja, mas raramente tocam em suas obras, ele se impôs pela coerência e competência.

Diante de tamanho legado, só podemos rezar para que tenhamos outro papa de valores nobres. Um homem apaixonado pela tradição da Igreja, mas corajoso e capacitado para dialogar com todos, como fez Nosso Senhor. A história continua e a Igreja continuará, como nos ensinou santo Agostinho, peregrinando neste mundo diante das aflições dos homens e das consolações de Deus.

Mais uma vez um santo nos ensinou que em determinados momentos da nossa vida precisamos morrer para que outros vivam. Como a maioria das pessoas possuem uma fé empírica e muito sensível, imagino que, exemplos como o do papa e o sofrimento de pessoas boas, sejam um meio para Deus manter viva a fé no coração dos simpatizantes e motivar os cristãos convictos a não temerem o preço que a santidade exige.

“NÃO ABANDONO A CRUZ, SIGO DE UMA NOVA MANEIRA O CRUCIFICADO” (Bento XVI, Papa emérito) – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Nesta semana, demos uma pausa na reflexão sobre o Catecismo para nos despedirmos com muito carinho de nosso amado Papa.

Bento XVI, agora papa emérito, deixa o pontificado por forças além de sua vontade, já não encontra forças para seguir conduzindo a Igreja em tempos tão difíceis.

Esse gesto de renúncia deixou o mundo boquiaberto, já que o atual sistema Bento XVI termina seu pontificado_02mundial preza tanto o apego a cargos, títulos e bens materiais e não está acostumado a abrir mão de nada. A mídia faz ainda várias especulações sobre problemas dentro da Igreja e creio que realmente existam. Em que família não há problemas? Deixamos de amá-la por causa disso? A Igreja é muito maior que tudo isso, pois ela é o corpo de Cristo.

A decisão de Bento XVI não desestabilizou a fé dos católicos como a mídia tem tentado nos fazer acreditar, pelo contrário, nesse tempo em que vivemos a Quaresma, nos faz refletir sobre o que é realmente essencial na vida de todos nós e nos faz pensar se temos renunciado aquilo que desagrada o coração de Deus. O essencial para Bento XVI é a Igreja e quando viu que não tinha mais forças para conduzi-la com o punho forte que ela precisa, através de muita oração, pois não decidiu sozinho, ele preferiu entregar essa missão a alguém mais capacitado. Quão digno e corajoso foi esse ato! Uma verdadeira lição para cada um de nós.

Ele não precisava renunciar. Ninguém o condenaria caso ele escolhesse, mesmo Bento XVI termina seu pontificado_03fraco, continuar sendo Papa. Poderia não viajar mais em razão da saúde frágil, se envolver menos em assuntos difíceis, se poupar mais e no momento de sua morte receberia todas as honras da mesma forma. Mas não, por amor, ele abriu mão de todas as honras, preferiu terminar sua vida de maneira simples e humilde porque ama a Igreja e sabe que para Jesus não dá para ser mais ou menos. Dispensou todas as honras, a exemplo de Jesus, que ocupou o último lugar no mundo, a cruz, e é essa humildade radical que desconsertou o mundo nas últimas semanas, pois todos querem uma explicação pelo seu ato, que não foi nada mais do que despojar-se de tudo por amor, como aprendeu com o Mestre Jesus [1].

Paulo disse em suas cartas que quando somos fracos é que somos fortes, pois é aí que a força do nosso poderoso Deus pode tomar conta de nós [2]. É nesse momento que Deus nos carrega nos braços, quando não nos resta mais nada, nos entregamos inteiramente a Ele.

Bento XVI escreveu livros belíssimos que falam com muito amor sobre Jesus e para muitos, como eu, foram essenciais para o amadurecimento da fé. Os livros Jesus de Nazaré foram muito importantes na minha caminhada. Após muitas opiniões e discussões sobre quem é realmente o Jesus histórico, ler os ensinamentos dele, Bento XVI termina seu pontificado_01me ajudou a compreender melhor a essência da mensagem de Cristo e apesar de tantas contrariedades no seu pontificado, ele sempre fez a vontade do nosso Mestre. Lutou com muita coragem a favor da Igreja, defendeu a vida, a família e a paz o quanto pôde. Agora, nada mais justo que, quando não mais lhe resta forças, deixá-lo estar mais próximo de Jesus em oração; e oração por todos nós.

A Igreja jamais vai esquecê-lo e no mesmo momento que derrama lágrimas por sua ausência, é extremamente grata por mais uma vez ser surpreendida por um ato tão generoso como esse de colocar em primeiro lugar o destino de toda a Igreja acima de si mesmo. Não importa o que o mundo diga sobre o nosso querido amigo estar abandonando a Igreja, isso não é verdade. Ele a ama e a Igreja o ama muito e vai amá-lo e lembrar dele como grande exemplo de fé dos últimos anos.

Obrigada por tudo, Papa Bento XVI, nós te amamos muito e como o senhor, nós também rezaremos pelo novo Pontífice, o amaremos e obedeceremos.

Abraço a todos!

 

 

[1] BENTO XVI, Jesus de Nazaré da Entrada em Jerusalém à Ressurreição.

[2] 2Cor 13.

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