Início

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A (Por Pe. Lucas, scj).

Deixe um comentário

Caros irmãos, chegamos ao trigésimo Domingo do Tempo Comum e nele, temos, para nossa reflexão e oração, Jesus que, em polêmica com os fariseus (cf. Mt 22,34-40), nos mostra quais os maiores mandamentos da Lei: “‘Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!’ Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’” (Mt 22,37-39).

Daí, então, podemos nos questionar: como fazer para amar a Deus de todo o coração? A-M_Fev2013_Pag56Será preciso, para tanto, nos encerrarmos num mosteiro e buscar a vida contemplativa?

Certamente, o testemunho dos monges nos ajuda a enxergar quão importante é darmos a Deus a primazia sobre nossas vidas. Porém, nem todos têm esta vocação. É necessário, então, para nós todos, cultivarmos a virtude da caridade tal qual nos ensina o Catecismo da Igreja Católica (n. 1822): “A caridade é a virtude teologal pela qual amamos a Deus sobre todas as coisas, por si mesmo, e a nosso próximo como a nós mesmos, por amor de Deus”.

Em outras palavras, é preciso, como ensina Santo Tomás de Aquino, buscar a Deus como a causa final de todas as nossas ações. Ou seja, se somos chamados a amar nossa família, amemo-la por amor a Deus. Se somos chamados ao trabalho, nas mais diversas circunstâncias, podemos fazer de nossas tarefas um serviço para o bem dos irmãos por amor a Deus. E assim sucessivamente. Dessa forma, pela ação do Espírito Santo em nós, estaremos amando a Deus de todo o coração.

Neste caminho, inspira-nos as palavras de São Bernardo de Claraval: “deve-se amar a Deus por causa dele mesmo; e quanto à medida desse amor, é preciso amá-lo sem medida”. Seu amor por nós é o motivo que nos leva a amá-lo e nossa busca é amá-lo cada vez mais em todas as nossas atividades.

Que a Santíssima Virgem nos guie neste caminho que ela viveu tão bem!

Anúncios

XVII DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A (Pe. Lucas, scj.)

Deixe um comentário

Caros irmãos, neste final de semana, celebrando o décimo sétimo Domingo do Tempo Comum, somos postos diante das comparações que Jesus faz para propor o Reino dos Céus aos seus discípulos – e não mais à multidão (cf. Mt 13,44-52). Nessas comparações, destacamos a do tesouro escondido (v. 44). Que nosso Senhor nos dê a graça de encontrá-lo em nossas vidas para dar-nos o sentido e a esperança que necessitamos.

Em primeiro lugar, é preciso notar que se trata de uma realidade escondida. Ou seja, não downloadé evidente que se trate de um tesouro. A vida cristã, tal qual nosso Senhor nos propõe, é, com certeza, um tesouro, pois nela, descobrimos que tudo concorre para nosso bem (cf. segunda leitura – Rm 8,28). Contudo, facilmente se percebe que tal valor esteja escondido aos olhos de muitos. Se assim não fosse, por que não há uma adesão em massa ao cristianismo? Por que nós ainda nos encontramos presos em nossos pecados? Por que temos tantos apegos? De fato, trata-se de um tesouro; mas que está escondido.

Por isso, em primeiro lugar, é preciso deixar-se encontrar por este tesouro, Jesus Cristo ressuscitado, conforme nos indica o Santo Padre, o Papa emérito, Bento XVI: “Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (Deus Caritas Est, n. 1). Encontremo-lo, portanto, escondido em nós através de nossa fé e nos relacionemos vivamente com ele em nossa oração para servi-lo em nossos irmãos pela caridade.

Que a Santíssima Virgem Maria interceda por nós neste caminho!

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A (Pe. Lucas, scj)

Deixe um comentário

Caros irmãos, neste final de semana, celebramos o décimo sexto Domingo do Tempo Comum, no qual Jesus propõe três parábolas (cf. Mt 13,24-43): a do joio e do trigo, da semente de mostarda e do fermento na massa. Aproximemo-nos delas e peçamos ao Senhor os dons da fidelidade, da esperança da paciência.

Em nossa vida, encontramos pessoas que têm fé, pertencem a Deus, mas também joio-e-trigoencontramos pessoas que não têm fé. Então, além de nos cuidarmos para sermos gente de fé – como proposto na parábola do domingo passado, a do semeador (cf. Mt 13,1-23) – precisamos ter paciência, pois não temos competência para julgar os corações. É necessário identificar e combater os erros. Porém, como saber se se trata de um erro e, portanto, de uma ignorância ou de um mal feito intencionalmente? Assim, peçamos ao Senhor que nos dê vigilância e fidelidade para que o mal não seja semeado em nós e paciência para esperar o tempo da colheita.

Além disso, animemo-nos apesar de nossa aparente pouca influência diante dos grandes problemas da sociedade e da Igreja. Pois uma semente muito pequena (aparentemente insignificante) é capaz de abrigar quem precisa de auxílio e um pouco de fermento transforma a massa inteira. Peçamos, dessa forma, ao Senhor, a esperança.

Que a Santíssima Virgem Maria interceda por nós hoje e sempre!

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A. (Pe Lucas, scj)

Deixe um comentário

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

Caros irmãos, celebramos neste final de semana o décimo quarto Domingo do Tempo Comum e, nele, ressoa o chamado de nosso Senhor Jesus Cristo: “Vinde a mim” (Mt 11,28). Aproximemo-nos com confiança da fonte da Misericórdia!

É muito comum a opinião de que o Cristianismo, a Igreja ou mesmo Jesus, tenha exigências muito grandes para nossa vida. E, talvez, nós mesmos tenhamos esta opinião… Mas, deixemo-nos atingir pelo chamado do Senhor: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre SCJvós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30).

Viver buscando a felicidade à nossa maneira, como se ela estivesse disponível nas coisas (e nos prazeres) deste mundo é impor-se um fardo pesado demais. Não há como ter sucesso neste caminho porque é esperar mais do que aquilo que passa pode nos dar. É como querer saciar-se com comida de porcos (cf. Lc 15,16). Cansa. Desanima. Destrói. Mas tal via não é a única. Existe outro Caminho… Disse-nos S. João Paulo II: “Na realidade, é Jesus quem buscais quando sonhais a felicidade”.

Ouçamos, portanto, mais uma vez: “Vinde a mim”, diz o Senhor. Ele está acessível: veio a nós em incrível humildade (cf. primeira leitura). E “encontrareis descanso” – paz, alegria, consolação; enfim, felicidade. “Pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve”: é muito melhor saber para onde se vai quando o desafio – ou a cruz – chega. É impossível viver sem desafios e cruzes. Mas é muito mais leve enfrentá-los sabendo para onde e com quem se vai, já que é o Espírito quem nos conduz, transforma e vivifica (cf. segunda leitura).

Que a Santíssima Virgem Maria interceda por nós neste caminho!

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO – Pe. Lucas, scj.

Deixe um comentário

Caros irmãos, celebramos neste final de semana a Solenidade transferida do último dia 29: São Pedro e São Paulo – dia do Papa. E por que esta liturgia tão importante para que a Igreja no Brasil reserva um domingo a fim de que todo povo de Deus possa celebrá-la? A partir dessa pergunta, queremos refletir o significado da nossa comunhão com as “colunas da Igreja” para nossa vida.

A fé é algo essencial para a vida cristã pois, sem ela é impossível agradar a Deus (cf. Hb sao_pedro_paulo11,6). Nela, Deus vem ao encontro do nosso anseio pela verdade. E já que podemos relacionar as figuras de S. Pedro e S. Paulo com dois aspectos importantes e indissociáveis da nossa fé: a profissão e a propagação, vemos, neles, exemplos a serem seguidos – e isso faz com que esta liturgia seja tão importante para nossa vida.

Pedro simboliza para nós a fé professada. Nós cremos e professamos tudo quanto a santa Igreja nos propõe para crer. Ou seja, para termos a fé teologal, é preciso que o Senhor nos dê a graça de ter a fé apostólica: a fé da Igreja. É a fé que nos faz acolher integralmente o Evangelho – Jesus Cristo –, buscar a conversão e o Batismo. Na fé, estamos em comunhão com a Igreja de dois mil anos: nos tornamos católicos, pois onde está a fé apostólica, aí está a Igreja católica.

Não basta, porém, professar a fé. É preciso propagá-la. Nisto, podemos ter Paulo como exemplo: “o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente” (2Tm 4,17 – segunda leitura). Guardar a fé e anunciá-la integralmente – por palavras e obras – é o melhor que podemos fazer por alguém (cf. Documento de Aparecida, n. 32): um verdadeiro ato de caridade.

Que a Virgem, Mãe da Igreja, interceda por nós para professarmos, guardarmos e propagarmos a nossa fé. Rezemos também pelo Santo Padre, o Papa Francisco, a fim de que seja, na sua fidelidade ao Evangelho, ponto de unidade de toda a Igreja.

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE – Pe. Lucas, scj.

Deixe um comentário

Caros irmãos, celebrando a Solenidade da Santíssima Trindade, contemplamos o mistério de Deus que se revelou a nós na história da salvação, sobretudo em nosso Senhor Jesus Cristo. A partir desta contemplação, entreguemo-nos ao cuidado e à amizade com o Pai e o Filho e o Espírito Santo.

Contemplar a Santíssima Trindade é deixar-se tocar pelo único Deus vivo e verdadeiro, download“misericordioso, paciente, rico em bondade e fiel” (Ex 34,6 – primeira leitura), que é um mistério de amor. Amor de verdade e em verdade, porque não é egoísta – é um que ama (o Pai), um que é amado (o Filho) e o próprio amor que os une (o Espírito Santo) num único Deus.

Essa contemplação precisa se transformar em relação. Em Jesus Cristo, nosso Senhor, o Filho que se fez homem, o Pai nos deu a oportunidade de, pela fé, entrarmos em contato com mistério magnífico desta comunhão de Amor. É preciso, então, que acolhamos o amor que a nós se manifestou em Jesus Cristo e que veio habitar no meio de nós pelo poder do Espírito. Sim! Pela graça do Batismo, a Trindade veio fazer Sua morada em nós e nos oferece a oportunidade de sermos seus amigos!

Portanto, acolhamos esta presença na fé, nos relacionando, de fato, com as Divinas Pessoas (e não com forças quaisquer) e correspondamos a ela com amor – porque amizade é amor em mão dupla; Deus já nos ama; e nós, o amamos? – a fim de que nos tornemos, de fato, aquilo que somos chamados a ser: amigos de Deus, participantes de Seu infinito mistério de Amor.

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, seja nosso modelo e por nós interceda!

SOLENIDADE DE PENTECOSTES – Pe. Lucas, scj.

Deixe um comentário

Caros irmãos, celebrando a Solenidade de Pentecostes, encerramos o Tempo Pascal. Contemplemos, assim, o mistério da nossa reconciliação – com Deus e entre nós – ativa e sacramentalmente presente em nossas vidas. Deixemo-nos, pois, tocar pelo Espírito da Verdade para sermos impulsionados em nossa fé.

Na liturgia da quarta-feira de cinzas, portanto, no início da Quaresma, ouvimos o Apóstolo Paulo nos convocar: “deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20 – segunda leitura da referida liturgia quaresmal). E, desde então, vimos nos abrindo, nos esforçando para que esta reconciliação se torne um fato em nossas vidas. Porém, neste pentecostes-rabbulacaminho, percebemos nossa incapacidade para, pelas nossas forças, trilhar este caminho de reconciliação. Reconhecemos, então, a verdade do que cantamos na sequência da solenidade de Pentecostes: “sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele”.

Não estamos, porém, fadados ao fracasso porque a luz que nos acode vem realmente ao nosso encontro quando contemplamos nosso Senhor ressuscitado nos dando acesso ao Espírito Santo e, com Ele, à graça da reconciliação: “recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos” (Jo 20,22b-23 – Evangelho). É no Espírito Santo que voltamos à comunhão com o Pai pelo Senhor Jesus. E neste coro dos reconciliados, formamos a Igreja, germe e princípio do Reino de Deus (cf. Lumen Gentium, n. 5), já que “fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito” (1Cor 12,13).

Com certeza, vivemos no tempo da Igreja e, portanto, marcados com a tensão do “já e ainda não”. Já reconciliados com Deus em Jesus Cristo pelo dom do Espírito Santo que nos foi dado pelo Batismo; porém, com nossos pecados, provamos nossa inconstância e o “ainda não”, ou seja, o estar a caminho da plenitude daquilo que já somos na esperança. Porém, não há dúvida de que um coração reconciliado com Deus, ou seja, um santo, uma testemunha da ação restauradora do Senhor é a língua universalmente conhecida e que pode atrair a todos ao Salvador, pois “todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua” (At 2,11 – segunda leitura).

Recorramos, portanto, ao Senhor Espírito Santo cuja vinda nunca cessa sobre nós (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 732), a fim de nunca nos deixarmos desanimar pelas nossas fraquezas, mas nos abrirmos, cada vez mais confiantemente à Sua ação. Que a Bem aventurada Virgem Maria, esposa do Santo Espírito, interceda por nós hoje e sempre!

Older Entries