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XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A (Pe. Lucas, scj)

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Caros irmãos, neste final de semana, celebramos o décimo sexto Domingo do Tempo Comum, no qual Jesus propõe três parábolas (cf. Mt 13,24-43): a do joio e do trigo, da semente de mostarda e do fermento na massa. Aproximemo-nos delas e peçamos ao Senhor os dons da fidelidade, da esperança da paciência.

Em nossa vida, encontramos pessoas que têm fé, pertencem a Deus, mas também joio-e-trigoencontramos pessoas que não têm fé. Então, além de nos cuidarmos para sermos gente de fé – como proposto na parábola do domingo passado, a do semeador (cf. Mt 13,1-23) – precisamos ter paciência, pois não temos competência para julgar os corações. É necessário identificar e combater os erros. Porém, como saber se se trata de um erro e, portanto, de uma ignorância ou de um mal feito intencionalmente? Assim, peçamos ao Senhor que nos dê vigilância e fidelidade para que o mal não seja semeado em nós e paciência para esperar o tempo da colheita.

Além disso, animemo-nos apesar de nossa aparente pouca influência diante dos grandes problemas da sociedade e da Igreja. Pois uma semente muito pequena (aparentemente insignificante) é capaz de abrigar quem precisa de auxílio e um pouco de fermento transforma a massa inteira. Peçamos, dessa forma, ao Senhor, a esperança.

Que a Santíssima Virgem Maria interceda por nós hoje e sempre!

XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A. (Pe Lucas, scj)

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XIV DOMINGO DO TEMPO COMUM – ANO A

 

Caros irmãos, celebramos neste final de semana o décimo quarto Domingo do Tempo Comum e, nele, ressoa o chamado de nosso Senhor Jesus Cristo: “Vinde a mim” (Mt 11,28). Aproximemo-nos com confiança da fonte da Misericórdia!

É muito comum a opinião de que o Cristianismo, a Igreja ou mesmo Jesus, tenha exigências muito grandes para nossa vida. E, talvez, nós mesmos tenhamos esta opinião… Mas, deixemo-nos atingir pelo chamado do Senhor: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre SCJvós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11,28-30).

Viver buscando a felicidade à nossa maneira, como se ela estivesse disponível nas coisas (e nos prazeres) deste mundo é impor-se um fardo pesado demais. Não há como ter sucesso neste caminho porque é esperar mais do que aquilo que passa pode nos dar. É como querer saciar-se com comida de porcos (cf. Lc 15,16). Cansa. Desanima. Destrói. Mas tal via não é a única. Existe outro Caminho… Disse-nos S. João Paulo II: “Na realidade, é Jesus quem buscais quando sonhais a felicidade”.

Ouçamos, portanto, mais uma vez: “Vinde a mim”, diz o Senhor. Ele está acessível: veio a nós em incrível humildade (cf. primeira leitura). E “encontrareis descanso” – paz, alegria, consolação; enfim, felicidade. “Pois meu jugo é suave e o meu fardo é leve”: é muito melhor saber para onde se vai quando o desafio – ou a cruz – chega. É impossível viver sem desafios e cruzes. Mas é muito mais leve enfrentá-los sabendo para onde e com quem se vai, já que é o Espírito quem nos conduz, transforma e vivifica (cf. segunda leitura).

Que a Santíssima Virgem Maria interceda por nós neste caminho!

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO – Pe. Lucas, scj.

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Caros irmãos, celebramos neste final de semana a Solenidade transferida do último dia 29: São Pedro e São Paulo – dia do Papa. E por que esta liturgia tão importante para que a Igreja no Brasil reserva um domingo a fim de que todo povo de Deus possa celebrá-la? A partir dessa pergunta, queremos refletir o significado da nossa comunhão com as “colunas da Igreja” para nossa vida.

A fé é algo essencial para a vida cristã pois, sem ela é impossível agradar a Deus (cf. Hb sao_pedro_paulo11,6). Nela, Deus vem ao encontro do nosso anseio pela verdade. E já que podemos relacionar as figuras de S. Pedro e S. Paulo com dois aspectos importantes e indissociáveis da nossa fé: a profissão e a propagação, vemos, neles, exemplos a serem seguidos – e isso faz com que esta liturgia seja tão importante para nossa vida.

Pedro simboliza para nós a fé professada. Nós cremos e professamos tudo quanto a santa Igreja nos propõe para crer. Ou seja, para termos a fé teologal, é preciso que o Senhor nos dê a graça de ter a fé apostólica: a fé da Igreja. É a fé que nos faz acolher integralmente o Evangelho – Jesus Cristo –, buscar a conversão e o Batismo. Na fé, estamos em comunhão com a Igreja de dois mil anos: nos tornamos católicos, pois onde está a fé apostólica, aí está a Igreja católica.

Não basta, porém, professar a fé. É preciso propagá-la. Nisto, podemos ter Paulo como exemplo: “o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente” (2Tm 4,17 – segunda leitura). Guardar a fé e anunciá-la integralmente – por palavras e obras – é o melhor que podemos fazer por alguém (cf. Documento de Aparecida, n. 32): um verdadeiro ato de caridade.

Que a Virgem, Mãe da Igreja, interceda por nós para professarmos, guardarmos e propagarmos a nossa fé. Rezemos também pelo Santo Padre, o Papa Francisco, a fim de que seja, na sua fidelidade ao Evangelho, ponto de unidade de toda a Igreja.

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE – Pe. Lucas, scj.

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Caros irmãos, celebrando a Solenidade da Santíssima Trindade, contemplamos o mistério de Deus que se revelou a nós na história da salvação, sobretudo em nosso Senhor Jesus Cristo. A partir desta contemplação, entreguemo-nos ao cuidado e à amizade com o Pai e o Filho e o Espírito Santo.

Contemplar a Santíssima Trindade é deixar-se tocar pelo único Deus vivo e verdadeiro, download“misericordioso, paciente, rico em bondade e fiel” (Ex 34,6 – primeira leitura), que é um mistério de amor. Amor de verdade e em verdade, porque não é egoísta – é um que ama (o Pai), um que é amado (o Filho) e o próprio amor que os une (o Espírito Santo) num único Deus.

Essa contemplação precisa se transformar em relação. Em Jesus Cristo, nosso Senhor, o Filho que se fez homem, o Pai nos deu a oportunidade de, pela fé, entrarmos em contato com mistério magnífico desta comunhão de Amor. É preciso, então, que acolhamos o amor que a nós se manifestou em Jesus Cristo e que veio habitar no meio de nós pelo poder do Espírito. Sim! Pela graça do Batismo, a Trindade veio fazer Sua morada em nós e nos oferece a oportunidade de sermos seus amigos!

Portanto, acolhamos esta presença na fé, nos relacionando, de fato, com as Divinas Pessoas (e não com forças quaisquer) e correspondamos a ela com amor – porque amizade é amor em mão dupla; Deus já nos ama; e nós, o amamos? – a fim de que nos tornemos, de fato, aquilo que somos chamados a ser: amigos de Deus, participantes de Seu infinito mistério de Amor.

Que a Bem-aventurada Virgem Maria, seja nosso modelo e por nós interceda!

SOLENIDADE DE PENTECOSTES – Pe. Lucas, scj.

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Caros irmãos, celebrando a Solenidade de Pentecostes, encerramos o Tempo Pascal. Contemplemos, assim, o mistério da nossa reconciliação – com Deus e entre nós – ativa e sacramentalmente presente em nossas vidas. Deixemo-nos, pois, tocar pelo Espírito da Verdade para sermos impulsionados em nossa fé.

Na liturgia da quarta-feira de cinzas, portanto, no início da Quaresma, ouvimos o Apóstolo Paulo nos convocar: “deixai-vos reconciliar com Deus” (2Cor 5,20 – segunda leitura da referida liturgia quaresmal). E, desde então, vimos nos abrindo, nos esforçando para que esta reconciliação se torne um fato em nossas vidas. Porém, neste pentecostes-rabbulacaminho, percebemos nossa incapacidade para, pelas nossas forças, trilhar este caminho de reconciliação. Reconhecemos, então, a verdade do que cantamos na sequência da solenidade de Pentecostes: “sem a luz que acode, nada o homem pode, nenhum bem há nele”.

Não estamos, porém, fadados ao fracasso porque a luz que nos acode vem realmente ao nosso encontro quando contemplamos nosso Senhor ressuscitado nos dando acesso ao Espírito Santo e, com Ele, à graça da reconciliação: “recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos” (Jo 20,22b-23 – Evangelho). É no Espírito Santo que voltamos à comunhão com o Pai pelo Senhor Jesus. E neste coro dos reconciliados, formamos a Igreja, germe e princípio do Reino de Deus (cf. Lumen Gentium, n. 5), já que “fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito” (1Cor 12,13).

Com certeza, vivemos no tempo da Igreja e, portanto, marcados com a tensão do “já e ainda não”. Já reconciliados com Deus em Jesus Cristo pelo dom do Espírito Santo que nos foi dado pelo Batismo; porém, com nossos pecados, provamos nossa inconstância e o “ainda não”, ou seja, o estar a caminho da plenitude daquilo que já somos na esperança. Porém, não há dúvida de que um coração reconciliado com Deus, ou seja, um santo, uma testemunha da ação restauradora do Senhor é a língua universalmente conhecida e que pode atrair a todos ao Salvador, pois “todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua” (At 2,11 – segunda leitura).

Recorramos, portanto, ao Senhor Espírito Santo cuja vinda nunca cessa sobre nós (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 732), a fim de nunca nos deixarmos desanimar pelas nossas fraquezas, mas nos abrirmos, cada vez mais confiantemente à Sua ação. Que a Bem aventurada Virgem Maria, esposa do Santo Espírito, interceda por nós hoje e sempre!

SOLENIDADE DA ASCENSÃO DO SENHOR – Pe. Lucas, scj.

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Caros irmãos, o Tempo Pascal vai chegando ao fim e neste domingo celebramos a Solenidade da Ascensão do Senhor, transferida da última quinta-feira. Contemplemos, então, este mistério da nossa fé e deixemo-nos impulsionar pelo Senhor Ressuscitado.

“A ascensão de vosso Filho já é nossa vitória”, rezamos no início da Missa desta solenidade. Por quê? Visto que no mistério da ascensão do Senhor vemos “a entrada irreversível de sua humanidade na glória divina, simbolizada pela nuvem e pelo céu onde já está desde agora sentado à direita de Deus” (Catecismo da Igreja Católica, 659), trata-se de nosso triunfo porque contemplamos, assim, a glorificação da nossa humanidade em Jesus Cristo ressuscitado.

Em outras palavras, vemos no Senhor glorificado aquilo que seremos, por Sua Ascencao[1]misericórdia, se perseverarmos como membros de Seu Corpo, a Igreja (cf. segunda leitura: Ef 1,23). Ou seja, somos chamados à glória celeste; para isso, fomos criados, e contemplamos a verdade desta promessa do Pai, ao consumar-se a glorificação de nosso Senhor, pois Jesus levou consigo nossa humanidade ao mais alto dos céus.

Mas, ainda assim, poderíamos nos entristecer pelo fato de não ter mais o Senhor Jesus Cristo em sua forma humana entre nós. Acontece, porém, que Sua ida aos céus não significa Sua ausência neste mundo. Pelo contrário, olhemos as palavras do santo Evangelho desta liturgia: “Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28,20). Isso acontece porque, pelo poder do Espírito Santo que o Senhor Jesus nos envia de junto do Pai, Ele mesmo e o próprio Pai se tornam presentes a nós e nos tocam no mais íntimo de nosso coração. Cabe a nós, então, nos unirmos cada vez mais a nosso Senhor, deixando-nos transformar por Sua força, cultivando em nós a Sua amizade – a vida da Graça – que o Batismo nos proporcionou e observando as palavras que Ele nos ordenou.

Que a Bem aventurada Virgem Maria interceda por nós a fim de perseverarmos constantemente na amizade com Deus!

QUINTO DOMINGO DA PÁSCOA – ANO A

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Caros irmãos, nossa caminhada rezando a Páscoa do Senhor continua e, mais uma vez, a Liturgia da Palavra nos leva à necessidade da fé. Por isso, debrucemo-nos sobre o texto do Evangelho (Jo 14,1-12) para daí aprofundarmos nosso ato de crer em Deus e em Jesus Cristo e, a partir daí, fazermos de nossa vida uma oferta de amor ao Senhor.

“Tendes fé em Deus, tende fé em mim também” (Jo 14,1): é o convite que o Senhor nos faz. Não basta simplesmente ter um deus, mas é preciso crer no Pai, acolhendo Jesus Cristo como plenitude da Revelação. Ele, “com toda a sua presença e manifestação da sua Beata Virgem de Fatima com os pastorinhos (15)pessoa, com palavras e obras, sinais e milagres, e sobretudo com a sua morte e gloriosa ressurreição, enfim, com o envio do Espírito de verdade, completa totalmente e confirma com o testemunho divino a revelação, a saber, que Deus está conosco para nos libertar das trevas do pecado e da morte e para nos ressuscitar para a vida eterna” (Dei Verbum, 4).

Assim, o acolhemos como aquilo que Ele é: “o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). Ele é a verdade sobre nós, sobre o único Deus vivo e verdadeiro e a vida eterna para a qual somos chamados – a nossa vocação. “Na realidade, o mistério do homem só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente (…). Cristo, novo Adão, na própria revelação do mistério do Pai e do seu amor, revela o homem a si mesmo e descobre-lhe a sua vocação sublime” (Gaudium et Spes, 22).

Mas, como Jesus Cristo pode ser, em sua humanidade, o caminho? Lemos na segunda leitura: “Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus. Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo” (1Pd 2,4-5). Ou seja, por Ele, com Ele e n’Ele, que por nós (e para nossa salvação) se ofereceu, podemos oferecer-nos como oblação ao Pai e, nesta dinâmica, encontramos o sentido para permanecer firmes na esperança em meio às mais diversas vicissitudes do dia-a-dia: “Não se perturbe o vosso coração” (Jo 14,1).

Resta-nos, então, também nós, respondermos à pergunta que a Virgem dirigiu aos três pastorinhos em Fátima: “quereis oferecer-vos a Deus”? Que ela mesma interceda por nós em nossa oferta diária a Deus.

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