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O ANO DA FÉ ACABOU, E AGORA? – Por Fr. Lucas, scj.

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Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

 

Sejam bem vindos, mais uma vez, ao CommunioSCJ! O Ano da Fé foi encerrado no último domingo, na celebração da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. Esperamos ter contribuído para que, com nossas reflexões, também você, que acompanha nosso blog, tenha refletido mais profundamente sobre o modo que a fé católica tem impactado sua vida. De fato, é nossa tarefa aprofundarmos o conhecimento de nossa fé para que, cada vez mais, possamos pô-la em prática: a fé, se não transforma nossa vida, é morta (cf. Tg 2,26).

Dessa forma, queremos seguir o processo de reflexão de nossa fé com um tema que, graças a Deus tem sido muito difundido nos últimos tempos: as catequeses do Beato João Paulo II sobre o amor humano, também conhecidas como a “teologia do corpo”. Isso porque descobrir a beleza para a qual fomos criados é muito importante para que nós, jovens, abracemos com convicção o empenho pela castidade e, nela, encontremos a verdadeira alegria de amar.

Sabemos que a castidade cristã é, muitas vezes, objeto de dúvida e escárnio para muitos. Sabemos também da dificuldade para abraçar e crescer nesta virtude. Mas também sabemos que ela “significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual” [1]. E queremos aprender a viver nesta virtude para que, com o auxílio da graça de Deus, cresçamos na nossa realização enquanto seres corpóreo-espirituais vocacionados ao amor.

Não que a castidade seja o centro da vida cristã: seu centro é a caridade. E, de fato, “a caridade é a forma de todas as virtudes. Influenciada por ela, a castidade aparece como uma escola de doação da pessoa. O domínio de si mesmo está ordenado para a doação de si mesmo” [2]. Queremos aprender a amar. E, para tanto, precisamos aprender a castidade, seu significado e seu valor sempre atual.

Por isso, a partir do próximo mês, começaremos a refletir sobre o primeiro ciclo das proféticas catequeses que o Beato Papa João Paulo II proferiu sobre o amor humano que se chama “O Princípio” e trata do desígnio de Deus na criação do ser humano. Este primeiro ciclo vai da audiência geral da quarta-feira, 5 de setembro de 1979, “Em colóquio com Cristo sobre os fundamentos da família” [3] até aquela da quarta-feira, 2 de abril de 1980: “Os interrogativos sobre o matrimônio na visão integral do homem” [4].

Enfim, esta será também a ocasião de testemunharmos nossa fé no Espírito que suscita o Papa do qual temos necessidade seja da Polônia, da Alemanha ou mesmo da Argentina. E ainda, é uma forma de bendizer a Deus por nos ter dado João Paulo II com sua santidade luminosa para conduzir-nos no fim do milênio passado no ano de sua canonização.

Que a beatíssima Virgem, ícone da pureza, nos guarde neste caminho.

Fraterno abraço, até a próxima.

 

 

[1] Catecismo da Igreja Católica (CEC) 2337.

[2] CEC 2346.

[3] JOÃO PAULO II. Em colóquio com Cristo sobre os fundamentos da família. Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1979/documents/hf_jp-ii_aud_19790905_po.html.

[4] JOÃO PAULO II. Os interrogativos sobre o matrimônio na visão integral do homem. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1980/documents/hf_jp-ii_aud_19800402_po.html>.

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A NOVA EVANGELIZAÇÃO CONTINUA – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos, a paz!

É chegado o encerramento do Ano da Fé. É a hora de avaliarmos como foi este tempo para cada um de nós. Aprofundamos o Catecismo, ganhamos um novo Papa, vivemos a Jornada Mundial da Juventude, quantas bênçãos este ano de 2013 nos trouxe, não foi, católicos?

Devemos eterna gratidão ao grande Papa que Bento XVI foi e por essa grande graça que foi o Ano da Fé, essa oportunidade de olhar para as raízes de nossa fé, de termos um contato maior com as lições da Igreja e tudo o que ela prega, o que Jesus nos deixou de mais belo e precioso, os segredos de Deus e do seu Reino, a Verdade que não deveria mais permanecer em segredo, mas sim ser compartilhada com os mais pequeninos.

A Igreja é a esposa de Cristo, sua presença nela é indiscutível e tudo o que ela crê deve ser entendido por cada um de nós num contexto não só de fé, mas também de razão. A Igreja não está ultrapassada e obsoleta, pelo contrário, nunca foi tão atual no contexto em que vivemos. A Igreja é a chama em meio à escuridão que quer se instalar no mundo para destruir a família, escolher quem tem o direito de nascer ou não, quem está na hora de morrer ou não, rompendo a linha que existe entre o direito de um e o direito do outro.

É por isso que nós cristãos estamos aqui, para ser luz e para tirarmos do erro os que desconhecem a verdade sobre a Igreja Católica.

Nós cremos em Cristo porque Ele nos salvou. Ele desceu do céu para salvar-nos de nós mesmos, para mostrar a cada um de nós o valor que temos, que não depende de como somos, do quanto temos, mas sim, depende do que somos e do que Deus acredita que poderemos ser.

Para isso ocorrer, você e eu temos um grande compromisso com Cristo, assumido por nós mesmos quando nos chamamos cristãos. O compromisso de pensar como Ele pensaria, agir como Ele agiria e reagir como Ele reagiria em todas as situações.

Eis a importância de se conhecer bem a Cristo e à Igreja, a Nova Evangelização depende de nós. Quem conhece a Cristo jamais anda sozinho, quem tem intimidade com Ele deixa de preocupar-se com as coisas fúteis da vida, busca as coisas do Alto [1] e leva os outros a buscá-las também.

Meus amigos, se o Ano da Fé acabou, nossa busca, não. Um ano é muito pouco para conhecer todas as riquezas que a Igreja guarda sob o sangue dos mártires e do próprio Jesus. Cristo é o amém definitivo na História da Igreja, mudou o mundo para sempre com atitudes simples de amizade, humildade, misericórdia, amor. Foi grande na terra, se fazendo pequeno entre nós. Podia ter feito coisas muito maiores para demonstrar seu poder, mas preferiu fazer pequenos milagres que salvaram (e ainda salva) a vida de muitas pessoas que se achavam sem valor nenhum.

Podemos ser assim também, deixar Jesus agir em nós para através de nós, salvar a vida das pessoas com pequenos exemplos e pequenas atitudes. A Nova Evangelização depende mais de exemplos do que de palavras.

Continuem conosco e com nossas reflexões, conheçam a vida dos santos, leiam o Catecismo, conheçam e transmitam a verdade sobre a Igreja, sejam católicos de verdade.

Estamos juntos em prol da Igreja de Cristo, boa semana a todos, que o Senhor os abençoe.

 

 

[1] Col 3,1.

A NOSSA FÉ CATÓLICA (v. 2) – Por Pe. Daniel Ribeiro, scj.

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Olá, queridos amigos. Que a Paz de Deus esteja com vocês.

Estou feliz em escrever novamente para o nosso blog. O assunto deste texto continua a ser nossa fé em Jesus Cristo que recebemos da Igreja. Neste texto eu gostaria de refletir sobre como a fé deve afetar toda a nossa vida. Este ano está quase acabamento e nós não podemos dizer sempre as mesmas coisas sobre a nossa vida. Ela pode crescer. Para ajudar nossa reflexão, em 26 de Setembro, em sua missa diária, o Papa Francisco explicou sobre três formas diferentes para viver a fé e conhecer nosso Deus.

Primeiro é possível conhecer a Deus com a mente. É muito comum ouvirmos que o Concílio Vaticano II ainda não é conhecido. Mas raramente alguém diz que nós não conhecemos o Catecismo da Igreja Católica. Eu acho que se os católicos conhecerem bem a Igreja e sua história nós teremos muito respeito e admiração. Ler e estudar é muito importante, mas é apenas o primeiro passo. É assim porque quando estudamos podemos saber coisas sobre Jesus, mas não é suficiente. Depois é preciso conhecer Jesus.

Ninguém pode conhecer Jesus sem se envolver com Ele. Se você não conversa com Ele, você não O conhece. Você pode ter conhecimento sobre Jesus, mas sem amizade, é impossível ser Seu amigo. Então a oração não é teoria ou repetição de fórmulas prontas. Eu penso que rezar é um encontro e um diálogo íntimo com alguém que amamos. Quando nós amamos não são suficientes apenas fotos e cartões. Então sem oração, Deus pode ser admirado, mas não amado.

Entretanto o Papa Francisco explicou que a fé do coração é também apenas um passo importante, mas podemos ir mais longe. A fé precisa descer da mente para o coração e depois precisa chegar nas mãos. Em outras palavras, nós precisamos conhecer a linguagem da ação. É necessário andar com Jesus em nossa jornada diária. Então eu devo sempre pensar que se Ele estivesse em meu caminho Ele também faria isso.

Eu gostaria de ajudá-los a pensar em como é bonita a fé que recebemos da Igreja. Então não podemos esquecer que a fé não é uma fórmula, mas um comportamento de alguém que ama e gosta de fazer tudo o que seu amado faria e acredita. Entretanto, Jesus é simples, mas Ele quer sinais concretos de amor. Tenham uma boa semana.

Deus os abençoe.

 

Pe. Daniel

 

 

 

Segue o texto em sua versão original:

 

Hello, dear friends. May the peace of God be with you.

I’m happy to write again to our blog. The subject of this text continues to be our faith in Jesus Christ that we received from the Church. In this text I would like to meditate about how the faith has to affect all our life. This year is almost finishing and we can´t tell always the same things about our lives. It can grow. To help our reflection, in September 26th, in his daily Mass, Pope Francis explained about three different ways of living the faith and knowing our God.

First it is possible to know God with the mind. It is very common we listen that Vatican Council II still isn´t known. But rarely someone say that we don´t know the Catechism of the Catholic Church. I think that if the catholic know well the Church and its history we will have much respect and admiration. To read and to study is very important, but it is only the first step. It is like this because when we study we can know things about Jesus, but it isn´t enough. After is needed to know Jesus.

No one can know Jesus without getting oneself involved with Him. If you don´t talk to Him, you don’t know Him. You can have knowledge about Jesus, but without friendship, it is impossible to be His friend. So, the prayer isn’t theory or repetition of ready formulas. I think to pray is a meeting and intimate dialogue with somebody that we love. When we love it isn´t enough only pictures and cards. So, without prayer God can be admired, but not loved.

However Pope Francis explained the faith of heart is also only another important step, but we can go further. The faith needs to go down from the head to the heart and after must arrive in the hands. In other words, we need to know the language of action. It is necessary to walk with Jesus along our daily journey. So, I always should think if He was in my path He would also do it.

I would like to help you to think how it is beautiful the faith that receive from the Church. So, we can´t forget that the faith isn´t a formula, but a behavior of someone that loves and likes to do all that his loved one would do and believe. However, Jesus is simple, but He wants concrete signs of love. Have a nice week.

God bless you.

 

Fr. Daniel

QUANDO JESUS VOLTAR, COMO NOS ENCONTRARÁ? – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Refletindo sobre a realidade após a morte, relembramos que tudo o que a fé católica professa sobre o assunto foi o próprio Cristo quem nos ensinou, quando, várias vezes fez menção ao julgamento final e à realidade que haveria de vir após a morte.

Todas as escolhas que fizermos durante a vida terão sua recompensa no momento do Juízo Final, quando Jesus voltará para ressuscitar a todos e dar-nos a justa recompensa, separando o joio do trigo, as ovelhas dos cabritos, os bons dos maus.

Será que estaremos preparados quando esse momento chegar? Será que receberemos nosso Mestre com grande paz e alegria por nos juntarmos a Ele ou com grande medo, implorando misericórdia pelos graves pecados cometidos em vida?

Quando Jesus sobe ao monte e fala sobre as bem-aventuranças, Ele ensina os Juízo Final - Capela Sistina (Michelangelo)segredos para acolher o dom do Reino dos Céus: “Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus, bem-aventurados, os que choram porque serão consolados, bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia, bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” [1].

Jesus é o professor dos sonhos de todos os alunos, pois antes da prova ele já passou todas as respostas e critérios pelos quais seremos avaliados durante o Último Julgamento.

Revelou-nos quem são os seus preferidos e como devemos tratá-los. Deus colocou em nossos caminhos muitas pessoas, às quais, Jesus chama de “pequeninos”. São as pessoas com as quais devemos nos preocupar, pois são excluídas do mundo, mas não podem ser excluídas por aqueles que seguem a Cristo. Pessoas que vivem desamparadas, passam fome, frio ou solidão e precisam de nós. Será que estamos cuidando dos pequeninos, como o Senhor nos pede?

E então o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me. Em verdade vos digo que tudo o que fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Dirá também aos que estiverem à sua esquerda: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber” [2].

A vida na terra é um presente preciosíssimo dado por Deus, porém não é para sempre, tem data de início e data de término (conhecida apenas por Deus). Alguns acreditam como nós, que a alma é eterna, porém, ao contrário de nós creem que ela pode voltar à vida várias vezes até evoluir no plano espiritual. É muito cômodo pensar assim, pois não precisa firmar compromisso em mudar de vida, afinal, acreditam que voltarão para acertar o que ficou pendente.

Não se engane! A conversão deve acontecer hoje, amanhã pode ser muito tarde. Só se vive uma vez!

Que o Senhor nos conduza sempre pelo bom caminho, que coloque em nosso coração o seu próprio Espírito para que sejamos bons como Ele é, afinal, não deve ser chamado cristão aquele que não se configura a Cristo, amém!

 

 

[1] Mt 5,3-8.

[2] Mt 25,34-42.

NOSSA FÉ CATÓLICA – Por Pe. Daniel Ribeiro, scj.

6 Comentários

Queridos amigos, bem-vindos novamente ao blog CommunioSCJ.

Agora as boas-vindas não são apenas para você, mas para mim também. Depois de muitos meses sem escrever para o nosso blog, eu volto e gostaria de usar este lugar para refletir sobre a nossa fé católica. Aqueles que vêm acompanhando os textos do blog sabem que o assunto é a fé que recebemos dos apóstolos. Então eu quero escrever sobre isso e rapidamente em poucas linhas sobre minha experiência aqui. Como estou escrevendo em inglês e meu vocabulário é pequeno, você terá que ter paciência comigo. É possível que meu texto seja simples, mas no futuro nós vamos nos lembrar que meus primeiros textos em inglês foram para o CommunioSCJ.

A oração comum em toda missa dominical, conhecida como “Credo”, pode ser dividida em doze partes. Com esta oração nós temos os assuntos mais importantes da nossa fé. Agora gostaria de propor um desafio a você. Posso? Utilize um tempo livre e escreva o “Credo” em um papel. Depois, tente dividi-lo em doze partes. Então veja se você entendeu e se você acredita em tudo o que escreveu. Este pode ser um exercício simples, mas em um mundo e uma época de pessoas preguiçosas, será um exercício difícil para nós. Se você tem alguma dúvida, por favor, leia o Catecismo da Igreja Católica e os últimos textos deste blog.

Agora eu gostaria de explicar sobre a Igreja aqui em Milwaukee (EUA). Eu moro em uma casa com padres de muitos países do mundo. É muito rico. Eu posso ouvir sobre como a Igreja está crescendo em alguns países na África, como é difícil anunciar o Evangelho em países ricos e materialistas. Eu tenho pensado muito sobre como nossos irmãos em países comunistas vivem e sobre as dificuldades e qualidades da Igreja aqui. Entretanto eu gostaria de meditar mais diretamente sobre nosso assunto principal: nossa fé.

Nós podemos mudar de país, culturas e ideias, mas nossa fome será sempre a mesma. Todos têm fome de sentido na vida. A busca pela felicidade sempre acompanhou o ser humano. A cada dia mais eu acredito que você não pode viver sozinho, mas apenas em Deus nós temos alimento sólido para nossa fome. Como a melhor forma de encontrar a Deus é a santidade, não há um estilo de vida melhor que a santidade, mas a santidade da verdade. Leia e reflita sobre esta frase: “Quando os convido a ser santos peço que não se conformem em ser de segunda linha. Não se conformem em ser medíocres” (Papa Bento XVI). Porém o que significa ser santo?

Eu penso e acredito que ser santo é ser como Jesus era. Em outras palavras, uma pessoa santa tem caráter e competência em sua missão. Caráter é ser verdadeiro. Entretanto é importante não prejudicar os outros e não se envolver em coisas erradas e injustiças. Ter competência é colocar a serviço os dons recebidos de Deus. Ninguém nasceu para ser um número, mas sim para ajudar outras pessoas a serem melhores.

Eu espero que sejamos pessoas de caráter e competência em nossas missões e eu desejo que este texto o ajude a refletir e trazer sua vida mais perto de Jesus.

Abraços e minhas orações por vocês. Até breve.

Pe. Daniel Ribeiro, scj

 

 

_________________

Abaixo eu envio o texto original em inglês.

 

OUR CATHOLIC FAITH

Dear friends, welcome again to blog CommunioSCJ.

Now the welcome is not only for you, but for me too. After many months without writing to our blog, I come back and I would like to use this place to think about our catholic faith. Those who have been following the texts of the blog know that the subject is the faith that we received from the apostles. So, I want to write about this and quickly in few lines about my experience here. Since I´m writing in English and my vocabulary is small, you need to have patience with me. It is possible that my text is very simple, but in the future we will remember that my first texts in English were to CommunioSCJ.

The usual prayer of every Sunday´s Mass, known as “Creed” or “Credo”, can be divided in twelve parts. With this prayer we have the most important subjects of our faith. Now I would like to propose a challenge for you. Can I? Take some free time and write the “Creed” on a paper. After, try to divide it in twelve parts. Then look if you understand and if you believe in everything that you wrote. It can be a simple exercise, but in a world and time of lazy people it will be a difficult exercise for us. If you have some question, please read the Catechism of the Catholic Church and the last texts of this blog.

Now I would like to explain about the Church here in Milwaukee (USA). I live in a house with priest from many countries of the world. It´s very rich. I can hear how the Church is growing in some countries in Africa, how it is difficult to spread the gospel in rich and materialistic countries. I have been thinking a lot about how our brothers in communist countries live and about the difficulties and qualities of the Church here. However I would like to meditate more directly about our main subject: our faith.

We can change country, culture and ideas, but our hunger will always be the same. Everybody is hungry for meaning in life. The search for happiness has always followed the human being. Each day more I believe that you can´t live alone, but only in God we have substantial food to our hunger. Since the best way to meet God is the holiness, there isn’t a better lifestyle than holiness, but the holiness of the truth. Read and think about this phrase: “when I invite you to be saints I ask you not to conform in being a second line one. Don´t be conformed in being mediocre” (Pope Benedict XVI). However, what does it mean to be saint?

I think and believe that to be saint is to be like Jesus was. In other words, a saint person has character and competence in his mission. Character is to be true. Therefore it is important not to harm others and not take part on wrong things and injustices. To have competence is put at service the gifts received from God. Nobody was born to be a number, but to help other people to be better.

I hope that we are people of character and competence in our missions and I wish that this text helps you to think and to bring your life closer to Jesus.

Hugs and my prayers for you. See you soon.

 

Fr. Daniel Ribeiro, scj

BUSCAI O SENHOR, ENQUANTO ELE SE DEIXA ENCONTRAR (Is 55,6) – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Como é bom estarmos juntos novamente.

Temos refletido nas últimas semanas sobre nosso destino após a morte. Relembrando um pouco, falamos sobre o momento do pleno encontro com Deus daqueles que o amam, que são fieis aos seus Mandamentos, que buscam sua justiça aqui na terra e que não são indiferentes aos pobres que necessitam de ajuda. Estes são os bem-aventurados e os santos, cujo destino não é outro se não o Céu.

Falamos também sobre o Purgatório, para aqueles que amaram e buscaram a Deus, mas pecaram e por isso devem ser purificados pelo fogo de Cristo antes de entrar no Céu.

Infelizmente, há também o Inferno para aqueles que viraram as costas para Deus, que foram orgulhosos, que não aceitaram sua misericórdia ou para aqueles que acreditaram que Deus é tão bom que é incapaz de condenar alguém, usando isso como desculpa para fazerem o que quiserem enquanto vivos.

Deus é o justo juiz e terá misericórdia de nós quando realmente nos The_Last_Judgement._Jean_Cousin.arrependermos e buscarmos vida nova. Devemos buscá-lo enquanto Ele se deixa encontrar [1]. Mas, se ao contrário, insistirmos em uma vida errada, o destino é o sofrimento eterno. Lembremo-nos da parábola do homem rico e do pobre Lázaro. O rico teve tudo o que queria enquanto vivo e não dava nem migalhas ao pobre Lázaro, que não tinha nada. Mas, após a morte, Deus tirou tudo do homem rico e deu tudo a Lázaro [2].

Deus nos fez para estarmos junto Dele no Paraíso. Porém, nos deu um presente que ao mesmo tempo nos salva e nos condena, a liberdade. Somos livres para escolher amá-lo ou não, obedecê-lo ou não, mas nem sempre fazemos a opção correta. Ainda assim, Deus nos deixou o Sacramento da Confissão, para nos reconciliarmos com Ele, quando necessário.

Deus é o Senhor de toda a criação, porém, o Inferno não foi criado por Ele, mas, pelos anjos caídos que se rebelaram contra Ele. O Inferno não é um lugar físico. Os demônios e as almas dos condenados não possuem corpo, por isso, também não estão em um lugar. É um “estado” de sofrimento eterno, resultado do tamanho ódio que nutriram durante sua vida, pelo qual agora são torturados e devorados. Neste “estado”, a misericórdia de Deus já não consegue alcançá-los e nem as nossas orações. O Inferno é a total ausência de Deus.

Tantas vezes, fazemos um mau uso da liberdade que Deus nos deu, usamos como desculpa, a sua bondade e pensamos que em tudo seremos perdoados. Deus não quer que ninguém se perca, mas que todos se convertam [3]. Precisa ser agora, pois não sabemos quanto tempo temos. Arriscamo-nos muito, deixando para depois.

Ele sabe melhor do que qualquer um, o que ocupa o nosso coração e as nossas intenções. No momento do julgamento, não terão justificativas, pois nos conhece desde o ventre de nossa mãe [4]. Infelizmente, para os que seguirem este caminho, poderá não haver mais volta, pois só Deus sabe a hora na qual devolveremos a vida que nos foi emprestada.

Rezemos por aqueles que ainda não reconheceram a bondade e o amor de Deus em suas vidas, para que, o Senhor tire as vendas de seus olhos e que possam encontrar o caminho de volta para o Pai que tanto nos ama.

Que o Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna, amém! (Liturgia das Horas)

 

 

CEC 1033-1037

Pe. PAULO RICARDO, O Inferno, disponível em: <http://padrepauloricardo.org/episodios/o-inferno>.

[1] Is 55, 6.

[2] Lucas 16,20-31.

[3] CEC 1037.

[4] Is 49,1.

CRISTO, O FOGO QUE QUEIMA E SALVA – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Que bom estarmos juntos novamente, refletindo sobre o nosso Catecismo. Falaremos hoje sobre um grande motivo de divergência entre católicos e protestantes, o Purgatório.

Pela morte de Jesus, nós fomos todos salvos, porém, Jesus não contradiz o nosso livre arbítrio. Ainda podemos escolher se aceitamos ou não esta salvação.

Por mais que amemos a Deus e busquemos seguir os passos de Jesus, ainda há em nós a tendência para o pecado. Vivemos a vida inteira em conflito, entre o bem Ícone - Juízoe o mal, até chegar a hora do Juízo, onde seremos sentenciados de acordo com nossas ações. Alguns viveram inteiramente para Deus, até conseguimos pensar facilmente em algumas dessas pessoas, que foram diretamente para o Paraíso. Outros se voltaram contra o amor de Deus, preferiram fazer o mal no mundo e foram direto para o inferno. Mas, a maioria de nós vive entre o bem e o mal, quer ser fiel a Deus, mas se percebe pecador. É para esses, o fogo purificador, a nossa esperança diante da insignificância humana perante Deus.

O Papa Emérito, Bento XVI, recorda-nos que o Purgatório não é “um lugar” depois da morte, mas sim “o caminho em direção à plenitude através de uma purificação completa”. Não é um fogo exterior, mas interno. “É o fogo que purifica as almas no caminho da plena união com Deus” [1].

Santa Catarina de Gênova, na visão que teve sobre o Purgatório, assim como o Filho Pródigo que retorna à casa do Pai, após viver uma vida desregrada e o encontra de braços abertos, pôde sentir o amor do Pai e sua infinita misericórdia, ao mesmo tempo em que se confrontava com sua alma medíocre e pecadora. Ela não parte do além para contar os tormentos do purgatório e indicar depois o caminho da purificação ou a conversão, mas parte da sua “experiência interior caminhando rumo à eternidade” [2].

O fogo que simultaneamente queima e salva é o próprio Cristo, o Juiz e Salvador. Ante o seu olhar, toda falsidade é eliminada. É o encontro com Ele que, queimando-nos, nos transforma e liberta para nos tornar verdadeiramente nós mesmos. As coisas edificadas durante a vida podem então revelar-se palha seca, pura fanfarronice e desmoronar-se. Porém, na dor deste encontro, no qual o impuro e o nocivo em nós se tornam evidentes, está a salvação. O seu olhar, o toque do seu coração cura-nos através de uma transformação certamente dolorosa, como pelo fogo. “Contudo, é uma dor feliz, em que o poder santo do seu amor nos penetra como chama, consentindo-nos no final sermos totalmente nós mesmos e, por isso mesmo totalmente de Deus” [3].

Rezemos pelos mortos para que possam ser acolhidos pelo Senhor e recebidos no céu puros, como o Senhor é puro. Afinal, Ele não abrirá as portas de sua casa para alguém que esteja “coberto de lama”, há de se lavar primeiro. E que bom que mesmo em meio ao pecado, Ele ainda nos oferece a oportunidade de estar junto Dele.

Que a divina misericórdia de Deus nos envolva e sua graça nos leve à Salvação, Amém!

Boa semana a todos!

 

 

[1] Purgatório é um fogo interior, esclarece o Papa, disponível em: <http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/purgatorio-e-um-fogo-interior-esclarece-o-papa,1c487227b94fa310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html>.

[2] idem.

[3] Papa Emérito BENTO XVI, Spe salvi, 47. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20071130_spe-salvi_po.html>.

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