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A IGREJA É APOSTÓLICA! – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Então chegamos à quarta atribuição da Igreja que, conforme já refletimos, é una, santa, católica e apostólica.

Ela é apostólica, pois é fundada e construída sobre o alicerce dos Apóstolos, testemunhas escolhidas e enviadas em missão pelo próprio Cristo. Guarda e transmite, com a ajuda do Espírito Santo que nela habita a doutrina, o bom depósito, as sãs palavras recebidas deles, e continua a ser ensinada, santificada e dirigida por eles até o regresso de Cristo, graças àqueles que lhes sucedem no ofício pastoral: o colégio dos bispos, assistido pelos presbíteros, em união com o sucessor de Pedro, pastor supremo da Igreja [1].

Jesus escolheu os que Ele quis para segui-lo e continuar a missão de “ir e pregar ao mundo inteiro”. Cristo não escolheu os mais habilitados para a função de apóstolo, pelo contrário, escolheu Pedro e Tiago, os “filhos do trovão”, chamou Mateus, o cobrador de impostos, Judas Iscariotes, que o traiu, Tomé que só acreditou na Ressurreição do Mestre quando pôde tocar suas feridas, mas foi quem primeiro proclamou que Jesus era Deus, dizendo “Meu Senhor e meu Deus”, Saulo de Tarso, que passou de perseguidor dos cristãos a cristão, tornando-se Paulo. Pedro o negou três vezes, e ainda assim Jesus fez dele a pedra fundamental da sua Igreja.

Vendo esses homens que Jesus escolheu, nós vemos o quanto Deus acredita na humanidade. Se pudéssemos comparar o chamado de Jesus com uma entrevista de emprego, com certeza esses homens não teriam passado nem pela porta. Mas o Senhor enxergou neles, algo que os olhos humanos não poderiam ver. Viu algo especial que o Pai havia colocado em cada um deles, uma semente de possibilidades. Jesus acreditou neles e não foi decepcionado. Eles o abandonaram, o negaram, o traíram, e ainda assim, confiou-lhes o futuro da Igreja.

Quanta alegria para nós católicos saber que fomos precedidos por homens que, Ícone - 12 Apóstolosapesar do pecado, souberam olhar para frente, não se prenderam ao passado, ao contrário de Judas que, após ter traído Jesus, não conseguiu substituir sua culpa pelo arrependimento, não confiou na misericórdia de Deus e, segundo a tradição, deu fim à sua própria vida.

Difícil cogitar a ideia de ser cristão e não respeitar os desígnios do próprio Cristo que transmitiu aos apóstolos os fundamentos de sua Igreja e não seguir a Tradição Apostólica. O Senhor os tornou os doze alicerces da Igreja, foram eles os responsáveis por pregar sobre as Escrituras, por levar ao povo o conhecimento sobre a vida de Jesus enquanto ainda nem tinha sido escrito o Evangelho. Ele confiou aos seus discípulos a propagação da fé e de seus ensinamentos, e eles, por sua vez, também transmitiram aos seus sucessores, os bispos, para que a fé não morresse com eles e para chegar integralmente a nós mesmo após dois mil anos.

Todos os membros da Igreja são vocacionados ao apostolado e enviados a evangelizar, mas muitos estão acomodados, “mornos”, perderam o ardor missionário que impulsiona o católico a cumprir sua missão. Papa Francisco nos lembra em uma de suas homilias do zelo apostólico, daquele fruto do conhecimento de Jesus, do encontro pessoal com Ele, daquele ardor que incomoda e não se acomoda. Daquele ardor que inspira as pessoas a darem a vida por Cristo, que faz com que se saia do lugar tranquilo, uma certa loucura espiritual, como a de Paulo, capaz de incomodar onde as coisas estão tranquilas demais e levar Jesus aonde mais precisam dele, não sendo preciso ir para outras cidades, mas ir a lugares muito próximos onde mais precisam Dele [2].

“Hoje, peçamos ao Espírito Santo que nos dê este fervor apostólico e a graça de incomodar as coisas que são tranquilas demais na Igreja; a graça de irmos às periferias existenciais não só nas terras distantes, mas aqui nas cidades, onde é necessário o anúncio de Jesus Cristo. E se perturbarmos, bendito seja o Senhor. Como disse o Senhor a Paulo: ‘coragem!’” [3].

 

 

CEC 857-870.

[1] CEC 857.

[2] Papa Francisco. “Igreja precisa de zelo apostólico, não de cristãos de salão”, disponível em: <http://www.news.va/pt/news/papa-igreja-precisa-de-zelo-apostolico-nao-de-cris>.

[3] Idem.

A UNIDADE DA IGREJA – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Mais uma vez refletimos sobre a nossa amada Igreja Católica, hoje, sobre os atributos que ela recebe junto da missão confiada por Nosso Senhor Jesus Cristo. A nossa Igreja é una, santa, católica e apostólica e cada uma dessas qualidades nos remete ao seu fundador, Jesus Cristo. Ela é una, assim como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um.

Assim como a Santíssima Trindade, Jesus também assumiu sua Igreja em Si como uma só pessoa, da qual Ele é a cabeça, a Igreja seu corpo e nós os seus membros, realizando o desejo de Deus que constituíssemos aqui na terra a comunhão que nos é reservada no céu. Por sua cruz, Jesus reúne o Povo de Deus, estabelecendo a união de todos em um só povo [1], um vínculo que nem a morte é capaz de romper, assim diz o Credo, quando fala da Comunhão dos Santos. Por isso nós, que ainda caminhamos neste mundo, podemos contar com a intercessão daqueles que já se encontram ao lado de Jesus na vida eterna.

Os membros da Igreja não são perfeitos, e quando caem no erro, o Espírito Santo com seus dons suscita pessoas capazes de reconduzi-los para o caminho da santidade. São João da Cruz, Santa Tereza D’Ávila, São Francisco de Assis, enfim, tantos santos, iluminados pela presença do Espírito ajudaram e ajudam tantos a enxergar seu erro e retornar ao ponto essencial da fé, a cruz de Cristo. Estas figuras extraordinárias não concordavam com as atitudes erradas presentes na Ícone - JC_02Igreja de sua época, mas não a abandonaram, a amaram ainda mais e dedicaram a própria vida para a mudança de atitude de seus membros, começando primeiro em si mesmos. Afinal, “nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo” [2].

A Igreja fundada por Cristo e edificada por Pedro é única, porém, os erros de alguns, tanto de dentro dela, quanto de fora, levou à sua divisão, surgindo, assim, as heresias, os cismas e a apostasia (CEC 1462). Esses erros culminaram no surgimento de novas denominações contendo “partes” dos ensinamentos da nossa Doutrina com as quais seus fundadores concordavam e inserindo outros, moldando-as de acordo com sua vontade e muitas vezes, não conforme os ensinamentos de Jesus.

A Igreja entende que os herdeiros destas divisões não podem ser responsabilizados por elas, pois reconhece que há elementos de Salvação também fora dos limites visíveis da Igreja Católica, pois o Espírito Santo paira em todo lugar. A Palavra de Deus, a caridade, a fé, a esperança são os sinais de que a graça de Deus se faz presente mesmo fora da nossa Igreja. Por isso, cabe a nós o diálogo ecumênico com outras denominações, acolher nossos irmãos na fé, orar para que um dia, a unidade entre todos os cristãos seja restaurada, já que com as mãos humanas não é possível, que Deus o faça com suas mãos divinas.

Respeito de todo coração todas as religiões e denominações. Porém, os Sacramentos presentes na Igreja Católica, em especial, a Confissão e a Eucaristia, me ajudam a ser melhor e me aproximam de Jesus. Pessoalmente, não conseguiria viver sem o colo de Maria, sem o exemplo dos santos, e sem a Eucaristia, nem pensar! Não me sinto só com tantos anjos e santos torcendo para darmos certo aqui na terra e um dia poder encontrá-los no céu.

Zelemos pela unidade da Igreja que começa em nós.

 

 

CEC 811- 822

[1] CEC 813.

[2] Mahatma Gandhi.