Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

 

Caros amigos do CommunioSCJ, sejam, mais uma vez, muito bem vindos! O Ano da Fé prossegue e nosso estudo do Catecismo da Igreja Católica também. Assim, chegamos, nesta semana, aos números (571-594) do Catecismo que tratam da relação de Jesus com as principais instituições judaicas: a Lei, o Templo e o monoteísmo absoluto.

Aparentemente, essa temática não tem nada a ver com nossa vida concreta. Mas, Ícone - A chegada do Noivonão é bem assim. O Catecismo é categórico ao dizer que Jesus Cristo cumpriu plenamente a Lei, aliás, “Ele é o único que conseguiu cumpri-la com perfeição” [1]; que Ele venerou o Templo e o apontou como prefiguração de seu próprio mistério [2]; mas provocou escândalo de seus contemporâneos quando, por seu comportamento, manifestou-se como o próprio Deus salvador [3].

Aqui temos, caros irmãos e irmãs, uma lição importante, que fica ainda mais evidente se tomarmos em conta o fato de que esses números do Catecismo estão entre os que se referem à vida pública de Jesus e os que se referem diretamente ao mistério pascal, pois é aqui que vemos o motivo pelo qual Ele foi condenado à morte: Jesus foi condenado como blasfemo. Em outras palavras, Jesus Cristo é o Messias esperado, de uma maneira inesperada.

Jesus é verdadeiramente o Messias, o Cristo de Deus. Mas Ele não era, como se esperava, aquele que restauraria o reino político de Israel. Não. Jesus Cristo é simplesmente o Emanuel – Deus conosco. E isso é muito importante hoje, quando muitos querem impor-lhe uma boina cravejada de foice e martelo.

O que quero dizer-lhes, caríssimos, é que Jesus Cristo não foi, não é e nunca será Ícone - Julgamento de Jesusum revolucionário político: Ele é Deus conosco. Um revolucionário não cumpriria a Lei integralmente, nem veneraria o Templo. Talvez um revolucionário, naquela época, liderasse uma revolta contra Roma. Mas Jesus não o fez.

Provavelmente era isso que as lideranças judaicas esperavam, e, por isso, escolheram Barrabás. Acredito que, também nós, estamos diante da mesma escolha: “dizer ‘sim’ àquele Deus que age apenas com o poder da verdade e do amor ou apoiar-se no concreto, naquilo que está ao alcance da mão, na violência” [4]. Esta decisão está em nossas mãos.

E por que devemos escolher Jesus Cristo? Se Ele não trouxe nem a paz para o mundo, nem o bem estar para todos, nem um mundo melhor… Por que devemos escolhê-lo? Porque “Ele nos trouxe Deus (…), o verdadeiro Deus (…). Jesus trouxe Deus e assim a verdade sobre o nosso fim e a nossa origem; a fé, a esperança e o amor” [5].

Que a beatíssima Virgem Maria nos ampare com sua materna intercessão a fim de que possamos escolher Jesus Cristo, seu Filho e nosso Senhor, e ajamos sempre com o poder da verdade e do amor. Pois “o reino humano permanece humano, e quem afirma que pode erigir um mundo santo concorda com o engano de Satanás, entrega-lhe o mundo nas mãos” [6].

Um fraterno abraço a todos, até breve!

 

 

[1] CEC 578.

[2] CEC 593.

[3] CEC 594.

[4] RATZINGER, Joseph. Jesus de Nazaré: da entrada em Jerusalém até à Ressurreição. Cascais: Principia, 2011, p. 162.

[5] RATZINGER, Joseph. Jesus de Nazaré. São Paulo: Planeta, 2007, p. 54.

[6] RATZINGER, Joseph. Jesus de Nazaré. São Paulo: Planeta, 2007, p. 53.

Leitura recomendada: CARVALHO, Olavo. A mentalidade revolucionária. Disponível em: <http://www.olavodecarvalho.org/semana/070813dc.html>.

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