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JESUS DESCEU À MANSÃO DOS MORTOS – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos!

Continuando a nossa reflexão sobre o Credo, chegamos à descida de Jesus à Mansão dos Mortos.

Como professa nossa fé, Jesus morreu e, enquanto esperava sua Ressurreição, desceu até onde os mortos, que viveram segundo o amor de Deus, aguardavam, para serem finalmente levados para junto do Pai. Somente o sacrifício de amor de Jesus poderia abrir as portas do céu, que Adão havia fechado pelo pecado.

O pecado causa culpa e penas. Jesus pagou a nossa culpa, herdada de Adão, na Ícone - descida aos infernoscruz. As penas são as punições da alma que estão condenadas a viver eternamente longe de Deus. Segundo Papa Inocêncio III, a pena do pecado original é a carência da visão de Deus e a pena do pecado cometido nesta vida é o tormento do inferno eterno.

Os justos estavam na Morada dos Mortos, não sentiam as dores do fogo, mas estavam privados da visão de Deus. Esta também era chamada de “os infernos”, distinto do Inferno propriamente dito, aonde vão aqueles que livremente repudiaram a Deus em vida, que cometeram pecado mortal e não se arrependeram: para eles já não existe a Salvação, pois rejeitaram o amor e a misericórdia de Deus.

Jesus cumpriu sua missão plenamente, pois amou a todos incondicionalmente, não deixou nem aqueles que não estavam mais entre os vivos, mostrando que a Salvação é para todo aquele que crê e ama a Deus.

Depois de passados os três dias de permanência com eles, O Filho de Deus saiu Ícone - Jesus desce aos infernosseguido por uma grande procissão de justos em direção ao céu. Jesus desceu do céu para nos levar ao céu, desceu aos infernos para cumprir plenamente sua missão, já que somente Ele tem o poder sobre todas as coisas, que Ele venceu a morte, venceu todo o poder maligno na terra e abaixo da terra. Não há poder no mundo que não se curve perante o nome de Jesus.

Oremos e sejamos fiéis enquanto é tempo, pois a misericórdia de Deus é infinita, mas a nossa vida não é. Quem viver longe do amor de Deus na terra em vida padecerá com grandes suplícios eternamente e não convém esperar o último momento para a conversão. Converter-se é necessário sempre, e para ajudar-nos neste caminho, temos os Sacramentos.

Que Nosso Senhor Jesus Cristo seja sempre louvado em toda hora e lugar, hoje e sempre, amém.

 

 

Fonte:

CEC 631-637.

“AQUELE QUE DESCEU É O MESMO QUE SUBIU ACIMA DE TODOS OS CÉUS, A FIM DE ENCHER O UNIVERSO” (Ef 4,10) – Por Luiz Guilherme Andrade Menossi.

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Olá, amigos! Com muita alegria os acolhemos novamente aqui no CommunioSCJ.

Na semana passada refletimos acerca da morte redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. E nesse caso, anunciar a morte significa, simultaneamente, proclamar a Ressureição. Entre esses dois mistérios, entretanto, existe o sepulcro. Pois “em seu projeto de salvação, Deus dispôs que seu Filho não somente ‘morresse por nossos pecados (1Cor 15, 3), mas também que ‘provasse a morte’, isto é, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo compreendido entre o momento que expirou na cruz e o momento em que ressuscitou” [1].

Como já foi apontado em outras ocasiões, a fim de redimir a nossa humanidade, Ícone - Descida ao SheolJesus teve que assumi-la plenamente. Deste modo, não pôde se furtar de viver a terrível realidade da morte. Como acontece com cada homem e mulher, teve sua humanidade dilacerada pela separação entre alma e corpo. Compartilhou dessa experiência humana permanecendo sepultado até o domingo, dia em que ressuscitou reunindo-as novamente. Jesus se sujeitou a ser sepultado como nós seremos um dia, para que nós pudéssemos ressuscitar como Ele ressuscitou no terceiro dia após a sua morte. Não apenas no final dos tempos, mas desde agora, espiritualmente, no nosso batismo onde “fomos sepultados com Ele em sua morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6, 4).

É preciso notar, entretanto, que por se tratar do Filho de Deus, a morte O envolveu de uma forma diferente do que acontecerá com cada um de nós. Pois embora corpo e alma estivessem separados, estavam ligados à Pessoa Eterna do Filho. Assim, ao pensarmos no corpo sepultado de Cristo “não estamos diante de um cadáver como os outros” [2]. Estamos diante de um corpo que não sofreu a corrupção, a decomposição. Mas e quanto a sua alma? Onde esteve ela enquanto seu corpo incorrupto repousava no sepulcro?

O Catecismo responde a essa indagação dizendo que “Cristo desceu aos Ícone - Resurrection Yaroslavl Schoolinfernos” [3]. Durante a sua morte, a Pessoa do Filho, através de sua alma humana, foi muito além do se fazer homem. Foi o mais fundo que seu amor permitiu e glorificou o Pai cumprindo de maneira perfeita sua missão redentora. Jesus se rebaixou ao extremo a fim de ser posteriormente glorificado pelo Pai. “Aquele que desceu é o mesmo que subiu acima de todos os céus, a fim de encher o universo” (Ef 4, 10).

Mas entendamos bem o que se pretende exprimir com a palavra “infernos”. Não se trata, evidentemente, do inferno criado por Satanás. Pois este é o estado da alma que permanece eternamente separada de Deus, o que seria impossível para Jesus, já que Ele próprio é Deus. A palavra “infernos” designa na verdade, o local onde estavam as almas dos que estavam “privados da visão de Deus” [4], daqueles que ainda aguardavam a salvação de Cristo. Trata-se do sheol, do Hades, do que costumamos nos referir como “mansão dos mortos” quando rezamos o credo.

Enquanto o corpo de Cristo aguardava no sepulcro, Ele se dirigia às muitas almas justas que se encontravam neste estado de espera, na “mansão dos mortos”, para libertá-las, para abrir-lhes as portas dos Céus. Considerando o tempo que seu corpo permaneceu sepultado, pode parecer que tenha se tratado de algo breve, até mesmo pequeno. Na realidade, foi uma imensa obra de salvação. Ou melhor, o imenso começo de sua imensa obra de salvação.

Que a Santíssima Virgem Maria rogue por cada um de nós a fim de que, um dia, sejamos contados entre os justos aos quais as portas dos Céus foram abertas.

Uma ótima semana a todos!

 

 

[1] CEC (Catecismo da Igreja Católica), n. 624.

[2] CEC, n. 627.

[3] CEC, n. 632.

[4] CEC, n. 633.