Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

 

Caros irmãos e irmãs, bem vindos ao CommunioSCJ! Estamos muito contentes por, já na primeira quinzena de 2013 nosso blog ter ultrapassado a expressiva marca dos 15.000 acessos. Agradecemos a confiança e esperamos, com o imprescindível auxílio da Graça divina, corresponder à altura.

O Ano da Fé prossegue e, com ele, nosso estudo do Catecismo da Igreja Católica. Sagrada Família (ícone)Chegamos hoje, ainda nos detendo sobre a verdade da criação e do lugar ímpar do ser humano nela como imagem e semelhança de Deus, à verdade de que a diferença entre homem e mulher é querida por Deus.

O número 369 do Catecismo é muito claro: “o homem e a mulher foram criados, quer dizer, foram queridos por Deus: em perfeita igualdade enquanto pessoas humanas, por um lado; mas, por outro, no seu respectivo ser de homem e de mulher”. Ou seja, tanto o homem, quanto a mulher, tem a mesma dignidade: são iguais na dignidade de pessoa. Há, entretanto, uma diferença que é, também ela, querida por Deus: a diferença dos gêneros, o masculino e o feminino.

Caros irmãos, fomos criados como homem ou mulher. Deus nos quis assim. Nossa sexualidade não é fruto do pecado ou algo mau: Deus nos quis sexuados, masculinos ou femininos e, assim, nos fez orientados à comunhão (cf. CEC 371-373). Portanto, sermos homens e mulheres, é uma realidade positiva, nascida do Coração de Deus e que nos conduz a Deus.

Nosso próprio corpo aponta para esta natural abertura à comunhão. Se você é homem como eu, pense comigo. Só há sentido para o nosso corpo, masculino como ele é, porque sabemos que existe o corpo feminino com sua composição e harmonia próprias. Da mesma forma o contrário: há sentido para o corpo feminino porque existe nosso corpo masculino com sua composição e harmonia próprias. Deus nos fez assim, naturalmente orientados um para o outro.

Esta comunhão se realiza de modo particular no Sacramento do Matrimônio, onde o casal se une por um amor que é Sinal do amor de Cristo pela Igreja e, assim, se abre à Mãos - Matrimôniovida. Quando um homem e uma mulher se unem através de um amor livre, total, fiel e fecundo, através do Sagrado Matrimônio, a atividade sexual se torna expressão daquilo que se vive e, portanto, está em ordem. Do contrário, a atividade sexual introduz a desordem interior e é, portanto, destrutiva. É por isso que nós, católicos, somos contra o sexo fora do Matrimônio [1].

Há, porém, todo um trabalho de desconstrução desta realidade: a ideologia de gênero. Para os ideólogos de gênero, não nascemos homem ou mulher, mas escolhemos o que queremos ser. É um pensamento obviamente autocontraditório que não se sustenta depois de cinco minutos de sinceridade consigo mesmo diante do mundo real.

Que Maria Santíssima, mulher de acordo com o Coração de Deus, nos conduza a Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, nosso Redentor.

Forte abraço, até breve!

 

 

Cf. CEC 369-384.

[1] Cf. “Pregador internacional explica amor humano a partir de João Paulo II”. Disponível em: <http://www.cancaonova.com/portal/canais/tvcn/tv/mostramateria.php?id=8816>.

 

Neste texto, abri várias linhas de reflexão. É impossível levar todas ao fim. Por isso, recomendo o estudo do trecho do Catecismo que trata do Sagrado Matrimônio (CEC 1601-1666). Além disso, recomendo os seguintes textos e vídeos:

Destrave: “Ideologia de gênero, seus perigos e alcances”. Disponível em: <http://destrave.cancaonova.com/ideologia-de-genero-seus-perigos-e-alcances>.

Pe. Paulo Ricardo:

“Feminismo, o maior inimigo das mulheres”. Disponível em: <http://padrepauloricardo.org/episodios/feminismo-o-maior-inimigo-das-mulheres>.

“Homossexualismo e ideologia gay”. Disponível em: <http://padrepauloricardo.org/episodios/homossexualismo-e-a-ideologia-gay>.

“Masculinidade, o que está acontecendo com os homens?” Disponível em: <http://padrepauloricardo.org/episodios/masculinidade-o-que-esta-acontecendo-com-os-homens> (parte 1) e <http://padrepauloricardo.org/episodios/masculinidade-o-que-esta-acontecendo-com-os-homens-de-deus> (parte 2).