Olá, amigos!

Estamos vivendo a Quaresma, então aproveitemos para aprofundar mais nossas reflexões sobre os valores da família que tanto a Igreja tem defendido, baseando-nos nos textos de João Paulo II sobre a Teologia do Corpo.

No princípio, Deus criou o homem que se sentiu só. No segundo momento, criou a mulher para ser sua auxiliar [2]. Nenhum dos animais procurou uma auxiliar, simplesmente seguiu seus instintos e pronto! Porém, o homem sentiu-se só, olhou todos os animais, deu-lhes nomes, mas não encontrou ninguém igual a ele.

Deus o fez diferente de todos, não só fisicamente, mas em todos os sentidos. O homem foi o ápice de toda a Criação, o mais amado, o único que recebeu o sopro de vida de Deus junto da promessa de herdar o reino de Deus e mais, de ser divino como o Pai o é, de caminhar com ele, de ser seu amigo, mais que isso, de ser seu filho.

Ao criar a mulher, a humanidade se completou, o homem exultou de alegria e louvou a Deus por receber a companheira que o completaria, o auxiliaria e dividiria todos os momentos. Pleno de alegria, o homem entendeu que não nasceu para viver só e reconheceu na mulher a parte que lhe faltava. Para criar a humanidade, Deus inspirou-se em sua própria família, a Santíssima Trindade, composta pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo, para que homem e mulher caminhassem junto Dela, e como a Trindade fossem indivisíveis.

“Os dois modos de ‘ser corpo’ do mesmo ser humano, são chamados à comunhão de amor entre si e desta com toda a humanidade. A família nasce dessa vocação ao amor vivido por Deus Trindade. A família nasce da necessidade que o homem tem de amar e ser amado, de não fechar em si mesmo, de não ‘repudiar’ nenhum dos seus semelhantes. Existe uma semelhança entre a união das Pessoas divinas e a união dos filhos de Deus na verdade e na caridade. Esta semelhança manifesta que o homem, única criatura na terra que Deus quis por si mesma, não pode se encontrar plenamente senão por um dom sincero de si mesmo. Isto significa que o homem, homem e mulher, só pode alcançar a própria realização senão “por um dom sincero de si mesmo” [3].

Doar-se é a vocação primeira do homem, desde antes do primeiro pecado. Ele não pode viver só, nasceu para ser luz na vida do outro. Como entristece o coração de Deus ver tantas pessoas esquecendo-se disso, se isolando, vivendo num mundo virtual, evitando as verdadeiras relações humanas, o contato olho no olho, o respeito com o outro. Não é para isso que fomos criados, voltemos para o essencial, lembremo-nos da razão de sermos quem somos, da nossa filiação divina, da nossa família e do amor que devemos ter uns pelos outros.

Até semana que vem!

 

 

[1] JOÃO PAULO II, AUDIÊNCIA GERAL,Quarta-feira, 7 de Novembro de 1979, A unidade original do homem e da mulher na humanidade. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1979/documents/hf_jp-ii_aud_19791107_po.html>.

[2] Gn 2, 18.

[3] A unidade original do homem e da mulher na humanidade. Disponível em: <http://www.comshalom.org/a-unidade-original-do-homem-e-da-mulher-na-humanidade/19/3/2014&gt;.

Anúncios