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Hoje continuamos as reflexões sobre o Catecismo da Igreja, cujo tema é a vida eterna. Como professa o nosso Credo, a vida eterna é a realidade além da vida física, onde cumprimos nossa vocação primeira, a de filhos amados de Deus que são chamados a se unirem novamente a Ele. Nós viemos de Deus e para Ele devemos retornar.

A morte põe termo à vida do homem, enquanto tempo aberto à aceitação ou à rejeição da graça divina, manifestada em Jesus Cristo. O Novo Testamento fala do juízo, principalmente na perspectiva do encontro final com Cristo na sua segunda vinda. Mas também afirma, reiteradamente, a retribuição imediata depois da morte de cada qual, em função das suas obras e da sua fé. A parábola do pobre Lázaro e Pobre Lázaro e o rico (parábola)a palavra de Cristo crucificado ao bom ladrão, assim como outros textos do Novo Testamento, falam do destino final da alma, o qual pode ser diferente para uma e para outra [1].

O modo como vivemos aqui na terra já é um pré-anuncio do que viveremos na eternidade, determinando o nosso destino após a morte. Cada homem recebe na sua alma imortal a retribuição eterna, num juízo particular que põe a sua vida em referência a Cristo, quer através duma purificação, quer para entrar imediatamente na felicidade do céu, quer para se condenar imediatamente para sempre [2].

A vida que vivemos não é eterna. Precisamos nos lembrar de onde viemos: somos cidadãos do céu e é para lá que queremos voltar um dia. Porém, quando se deixa ser levado pela vida que o mundo prega, fazendo tudo o que se tem vontade sem medir as consequências, sem levar em consideração a vontade de Deus, esquecendo-se Dele, deve-se tomar muito cuidado, pois talvez não haja tempo para arrependimentos depois.

A vida é muito breve, não se sabe a hora que Deus tomará de volta a vida que nos foi emprestada, nós só temos o hoje para nos arrepender e retomar o caminho certo, amanhã pode ser muito tarde.

O Céu é o lugar de encontro definitivo da alma com os anjos, os santos, os bem-aventurados, a Virgem Maria. É o lugar de comunhão eterna com a Santíssima Trindade, a volta definitiva para casa dos que passaram pela morte santamente ou foram purificados dos seus pecados no purgatório.

Cada qual receberá de Deus a eternidade que já começou a construir aqui na terra. Para os justos, a eternidade será contemplar Deus face a face, unindo-se aos santos na intercessão pelos que ainda caminham na terra.

Que o Senhor olhe para o grande desejo de nosso coração de poder encontrá-lo em sua santa glória, e que por sua imensa bondade, tenha misericórdia de nós, completando o que nos falta em merecimento com a sua graça, amém.

 

 

[1] CEC 1021.

[2] CEC 1022.

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