Olá, amigos!

Como é bom estarmos juntos novamente.

Temos refletido nas últimas semanas sobre nosso destino após a morte. Relembrando um pouco, falamos sobre o momento do pleno encontro com Deus daqueles que o amam, que são fieis aos seus Mandamentos, que buscam sua justiça aqui na terra e que não são indiferentes aos pobres que necessitam de ajuda. Estes são os bem-aventurados e os santos, cujo destino não é outro se não o Céu.

Falamos também sobre o Purgatório, para aqueles que amaram e buscaram a Deus, mas pecaram e por isso devem ser purificados pelo fogo de Cristo antes de entrar no Céu.

Infelizmente, há também o Inferno para aqueles que viraram as costas para Deus, que foram orgulhosos, que não aceitaram sua misericórdia ou para aqueles que acreditaram que Deus é tão bom que é incapaz de condenar alguém, usando isso como desculpa para fazerem o que quiserem enquanto vivos.

Deus é o justo juiz e terá misericórdia de nós quando realmente nos The_Last_Judgement._Jean_Cousin.arrependermos e buscarmos vida nova. Devemos buscá-lo enquanto Ele se deixa encontrar [1]. Mas, se ao contrário, insistirmos em uma vida errada, o destino é o sofrimento eterno. Lembremo-nos da parábola do homem rico e do pobre Lázaro. O rico teve tudo o que queria enquanto vivo e não dava nem migalhas ao pobre Lázaro, que não tinha nada. Mas, após a morte, Deus tirou tudo do homem rico e deu tudo a Lázaro [2].

Deus nos fez para estarmos junto Dele no Paraíso. Porém, nos deu um presente que ao mesmo tempo nos salva e nos condena, a liberdade. Somos livres para escolher amá-lo ou não, obedecê-lo ou não, mas nem sempre fazemos a opção correta. Ainda assim, Deus nos deixou o Sacramento da Confissão, para nos reconciliarmos com Ele, quando necessário.

Deus é o Senhor de toda a criação, porém, o Inferno não foi criado por Ele, mas, pelos anjos caídos que se rebelaram contra Ele. O Inferno não é um lugar físico. Os demônios e as almas dos condenados não possuem corpo, por isso, também não estão em um lugar. É um “estado” de sofrimento eterno, resultado do tamanho ódio que nutriram durante sua vida, pelo qual agora são torturados e devorados. Neste “estado”, a misericórdia de Deus já não consegue alcançá-los e nem as nossas orações. O Inferno é a total ausência de Deus.

Tantas vezes, fazemos um mau uso da liberdade que Deus nos deu, usamos como desculpa, a sua bondade e pensamos que em tudo seremos perdoados. Deus não quer que ninguém se perca, mas que todos se convertam [3]. Precisa ser agora, pois não sabemos quanto tempo temos. Arriscamo-nos muito, deixando para depois.

Ele sabe melhor do que qualquer um, o que ocupa o nosso coração e as nossas intenções. No momento do julgamento, não terão justificativas, pois nos conhece desde o ventre de nossa mãe [4]. Infelizmente, para os que seguirem este caminho, poderá não haver mais volta, pois só Deus sabe a hora na qual devolveremos a vida que nos foi emprestada.

Rezemos por aqueles que ainda não reconheceram a bondade e o amor de Deus em suas vidas, para que, o Senhor tire as vendas de seus olhos e que possam encontrar o caminho de volta para o Pai que tanto nos ama.

Que o Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna, amém! (Liturgia das Horas)

 

 

CEC 1033-1037

Pe. PAULO RICARDO, O Inferno, disponível em: <http://padrepauloricardo.org/episodios/o-inferno>.

[1] Is 55, 6.

[2] Lucas 16,20-31.

[3] CEC 1037.

[4] Is 49,1.

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