Olá, amigos!

 

Nesta semana refletiremos, segundo o Catecismo, sobre o profundo desejo que Deus tem de resgatar a unidade com o homem, perdida por nossos primeiros pais através do pecado.

Como pode Ele ansiar tanto por esse reencontro? Ele é Deus e o ser humano, mera criatura ingrata que lhe virou as costas.

Este anseio divino foge totalmente à lógica humana. Mesmo após o rompimento do homem com Deus, Ele ainda esteve presente, desde o princípio, na vida dos que buscam a justiça dando-lhes força para que esperassem o tempo oportuno para a Salvação.

Quando esse tempo chegou, o próprio Deus veio experimentar na carne as debilidades humanas, mas não para divertir-se como nas estórias mitológicas, onde deuses desciam do Monte Olimpo para zombar da fraqueza humana, mas para mostrar que o ser humano nasceu para tornar-se divino. O homem veio de Deus para voltar para Deus.

Antes, no Antigo Testamento, Deus não mostrava o rosto, agora, em Jesus Cristo, tudo o que havia para ser revelado, assim o foi. Agora o ser humano tem um modelo para seguir e tornar-se, de Deus, o filho adotivo [2].

Jesus reconciliou em seu próprio corpo, judeu e pagão [3], mostrou a imagem de Deus – Pai que ama e perdoa e não um castigador que escolhe o filho que é ou não merecedor de seu amor.

O encontro com Jesus não foi um privilégio apenas de nossos predecessores, muito pelo contrário, é um encontro pessoal que acontece em toda parte e em todo o tempo, um encontro que se atualiza sempre sobretudo na mesa da Palavra e da Eucaristia na Santa Missa.

Como é bom saber que a cada minuto alguém no mundo celebra a Eucaristia ou reza conforme a Liturgia das Horas. Não é fantástico? Mesmo que neste momento nós estejamos vivendo nossas vidas concentrados em outras atividades, alguém no mundo celebra o mistério de Cristo. Eis uma das belezas da universalidade e unidade da Igreja Católica: a mesma Liturgia no mundo todo, realizando em parte, o desejo de Deus de ver todos os filhos reunidos.

Essa comunhão deve ser estendida para toda a sociedade, não pode ser vivida apenas durante a Missa. Ali nos alimentamos do Corpo do Senhor para fortalecer-nos durante o combate cotidiano, quanto mais nos alimentarmos mais fortes estaremos para cumprir nossa missão primordial, a de semear a fé por meio do testemunho entre os nossos irmãos.

Por meio das orações, tanto pessoal como comunitária, exercitamos a comunhão com Deus que será alcançada por nós na subida ao céu, mas enquanto vivemos no mundo, fazemos parte de uma Igreja Militante, aquela que caminha sem cessar buscando um dia estar junto de Deus, sempre contando com as orações da Igreja Triunfante, formada pelos santos que já caminharam, venceram as tentações deste mundo e já estão junto de Deus. Que seria de nós sem o apoio do céu pela nossa santificação?

Rezar uns pelos outros, alimenta a compaixão, a sensibilidade com a dor do outro, sair do nosso próprio sofrimento e ir ao encontro de quem mais precisa.

É bom não estarmos sós, por isso, precisamos nos convencer que somos responsáveis uns pelos outros. Nem sempre podemos dar o que o outro necessita, mas orar por ele e pedir a Deus que olhe pela sua dificuldade, que lhe dê força e perseverança é melhor do que qualquer presente.

Oremos sempre uns pelos outros sem cessar na certeza de que Deus nos ouve e nos atende, se for o melhor para nós.

Boa semana, fiquem com Deus!

 

 

[1] Catecismo da Igreja Católica, 1ª Parte, Capítulo II.

[2] Cf. 1Tm 6,16

[3] Cf. Ef 2, 11-16

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