Olá, amigos!

Mais uma vez refletimos sobre a nossa amada Igreja Católica, hoje, sobre os atributos que ela recebe junto da missão confiada por Nosso Senhor Jesus Cristo. A nossa Igreja é una, santa, católica e apostólica e cada uma dessas qualidades nos remete ao seu fundador, Jesus Cristo. Ela é una, assim como o Pai, o Filho e o Espírito Santo são um.

Assim como a Santíssima Trindade, Jesus também assumiu sua Igreja em Si como uma só pessoa, da qual Ele é a cabeça, a Igreja seu corpo e nós os seus membros, realizando o desejo de Deus que constituíssemos aqui na terra a comunhão que nos é reservada no céu. Por sua cruz, Jesus reúne o Povo de Deus, estabelecendo a união de todos em um só povo [1], um vínculo que nem a morte é capaz de romper, assim diz o Credo, quando fala da Comunhão dos Santos. Por isso nós, que ainda caminhamos neste mundo, podemos contar com a intercessão daqueles que já se encontram ao lado de Jesus na vida eterna.

Os membros da Igreja não são perfeitos, e quando caem no erro, o Espírito Santo com seus dons suscita pessoas capazes de reconduzi-los para o caminho da santidade. São João da Cruz, Santa Tereza D’Ávila, São Francisco de Assis, enfim, tantos santos, iluminados pela presença do Espírito ajudaram e ajudam tantos a enxergar seu erro e retornar ao ponto essencial da fé, a cruz de Cristo. Estas figuras extraordinárias não concordavam com as atitudes erradas presentes na Ícone - JC_02Igreja de sua época, mas não a abandonaram, a amaram ainda mais e dedicaram a própria vida para a mudança de atitude de seus membros, começando primeiro em si mesmos. Afinal, “nós devemos ser a mudança que queremos ver no mundo” [2].

A Igreja fundada por Cristo e edificada por Pedro é única, porém, os erros de alguns, tanto de dentro dela, quanto de fora, levou à sua divisão, surgindo, assim, as heresias, os cismas e a apostasia (CEC 1462). Esses erros culminaram no surgimento de novas denominações contendo “partes” dos ensinamentos da nossa Doutrina com as quais seus fundadores concordavam e inserindo outros, moldando-as de acordo com sua vontade e muitas vezes, não conforme os ensinamentos de Jesus.

A Igreja entende que os herdeiros destas divisões não podem ser responsabilizados por elas, pois reconhece que há elementos de Salvação também fora dos limites visíveis da Igreja Católica, pois o Espírito Santo paira em todo lugar. A Palavra de Deus, a caridade, a fé, a esperança são os sinais de que a graça de Deus se faz presente mesmo fora da nossa Igreja. Por isso, cabe a nós o diálogo ecumênico com outras denominações, acolher nossos irmãos na fé, orar para que um dia, a unidade entre todos os cristãos seja restaurada, já que com as mãos humanas não é possível, que Deus o faça com suas mãos divinas.

Respeito de todo coração todas as religiões e denominações. Porém, os Sacramentos presentes na Igreja Católica, em especial, a Confissão e a Eucaristia, me ajudam a ser melhor e me aproximam de Jesus. Pessoalmente, não conseguiria viver sem o colo de Maria, sem o exemplo dos santos, e sem a Eucaristia, nem pensar! Não me sinto só com tantos anjos e santos torcendo para darmos certo aqui na terra e um dia poder encontrá-los no céu.

Zelemos pela unidade da Igreja que começa em nós.

 

 

CEC 811- 822

[1] CEC 813.

[2] Mahatma Gandhi.