Olá, amigos!

Que bom poder contar novamente com você em nosso blog, para que juntos, refletindo sobre a fé que professamos, possamos difundir o que a Igreja acredita e Ícone - Virgem Mariadefende em meio às tribulações do mundo na qual está inserida.

Lembrando um pouco do último texto, recordemos as atribuições que a Igreja recebe junto de sua missão: ela é una, santa, católica e apostólica. Hoje refletiremos sobre a condição santa da Igreja, que não é concedida por Deus pelo seu mérito, mas por sua condição de amada esposa de Jesus.

Quando um homem desposa uma mulher, Santa Teresa de Jesus (ícone moderno)nada mais normal do que ele dar-lhe seu sobrenome e assumi-la por inteiro, fazendo dela parte de si mesmo. Jesus, sendo o “verdadeiro e único santo”, unindo-se à Igreja, dá a ela o Espírito Santo com a finalidade de também santificá-la e fazer dela santificadora. Ela é santa enquanto faz parte de Jesus e Jesus dela, enquanto conta com a graça do Espírito Santo e a proteção de Deus, mas também é pecadora, enquanto conduzida por mãos humanas.

O pecado afasta o homem de Deus, mas também demonstra o quanto o homem é amado por Deus. Pois, em sua infinita misericórdia, Ele acolhe de volta os pecadores arrependidos, oferece-lhes, através da Igreja e dos padres, o sacramento da Confissão, dá-lhes a chance de recomeçar, de reestabelecer a ligação de amor com o Senhor, retomando o caminho para a santidade. Ser santo não é nunca ter pecado, mas sim reconhecer que se é falho, que se precisa ser perdoado e também perdoar a si mesmo e aos outros.

O cristão precisa ter como meta principal de sua vida amar como Jesus amou, pois Ícone grego - Jean dela Croix é o amor que dá força para se realizar o que ninguém considera possível. O amor não torna nada mais fácil, porém, em meio às piores e mais difíceis tribulações é ele que ajuda a suportar. Se não fosse o amor, quem teria morrido para se tornar mártir? Santa Teresa D’Ávila teria suportado todas as humilhações que suportou em sua reforma no Carmelo, se não por amor? E os anos de prisão de São João da Cruz? Santa Teresinha teria suportado tantas dores em sua vida e louvado a Deus mesmo assim? Ela teria prometido jamais descansar no céu enquanto todas as almas não fossem salvas? E Madre Tereza de Calcutá cuidaria das feridas dos leprosos, se não por amor?

Temos tantos exemplos para seguir. A santidade está embutida na alma da Igreja e é expressa na sua capacidade de amar, de se doar ao outro, de mostrar quem é Jesus não por palavras, mas pelo testemunho do que esse Jesus faz na vida de cada um.

Quão difícil é ser santo nos dias de hoje, onde reina o relativismo, a paixão Ícone - Santa Teresinhadescartável (se é que se pode chamar de amor), a busca do prazer sem limites, o consumismo, a desvalorização da vida, o “esfarelamento” das famílias, a corrupção. Tudo isso tem sido considerado tão normal, enquanto a Igreja é taxada de antiquada por manter firme a posição contrária a tudo isso. Ser santo é fazer a vontade de Deus em qualquer circunstância e a Igreja vai manter-se firme quanto a isso, pois é sinal de Cristo para o mundo, e assim como Ele, muitas vezes, será sinal de contradição. Ela não se deixa contaminar pelo que o mundo prega. Como podem querer que a Igreja conforme seus valores aos valores deste mundo sabendo que o príncipe deste mundo é o inimigo de Deus?

A Igreja aponta o caminho para se chegar ao verdadeiro Reino de paz e de justiça Santo Agostinho de Hiponae este não é aqui [1]. Para isso, conta com o exemplo daqueles que já deram certo, daqueles que foram fieis seguidores da Palavra de Deus, que viram em Jesus o verdadeiro sentido e que, não pouparam suas vidas, defendendo bravamente a fé cristã e hoje são lembrados pela Igreja para suscitar em nós a esperança. Os santos são setas que nos apontam o caminho para onde devemos ir, se quisermos chegar aonde eles já chegaram.

Alguns não foram santos a vida toda, como Santo Agostinho que se converteu depois dos trinta anos por meio de muitas orações de sua mãe. Apesar de pecador, ele fez a experiência de se olhar com o mesmo amor que Deus o olhava. A santidade não significa que não vamos errar, mas sim que conhecemos o caminho de volta, por isso, não podemos nos prender no passado como o inimigo de Deus quer que façamos, mas precisamos olhar para frente sem nos prender em nossas culpas. Deus quer nos dar a liberdade para cumprirmos no mundo a missão de ser “luz” [2].

Imagine uma noite muito escura com alguns pontos brilhantes no céu. Retire agora esses pontos, só resta escuridão. Esta escuridão só não domina o mundo porque estamos aqui, somos a Igreja e estamos dispostos a ser as estrelas no céu e assim como a Estrela de Belém levou os Reis Magos a Jesus, nós também devemos fazer o mesmo às outras pessoas.

Sabemos que a santidade não é um caminho fácil, mas vale cada gota de suor, sangue e lágrimas derramados no caminho que leva a Nosso Senhor Jesus Cristo, onde só a luz eterna reinará.

Um abraço a todos!

Até semana que vem.

 

 

CEC 823-829.

[1] Jo 18,36.

[2] Mt 5,14.

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