Sejam bem vindos, amigos.

Louvado seja Deus pela oportunidade de aprofundarmos nossa fé!

Nas semanas anteriores refletíamos sobre o encontro do humano com o Divino, sobretudo na pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo, ápice de toda a Revelação. Agora, nós do CommunioSCJ queremos convidá-los a perceber, em unidade com o Catecismo da Igreja Católica, que “É preciso, pois, que Cristo seja anunciado a todos os povos e a todos os homens, e que desta forma a Revelação chegue até as extremidades do mundo” [1]. Pois Deus não deseja redimir apenas um grupo restrito, mas toda a humanidade.

Foi justamente em virtude desse desejo de alcançar a todos os homens de todos os tempos e lugares que Jesus Cristo constitui os Apóstolos, confiando a eles a missão pregar a Verdade [2]. E a fé que Ele confiou aos apóstolos pode, dois mil anos depois, chegar a cada um de nós para nos encher de esperança e guiar nossos caminhos. Mas como garantir que essa fé que nos é comunicada é a mesma que foi legada aos Doze? O próprio Jesus já advertia para o perigo de que ela fosse adulterada: “Cuidado com os falsos profetas: eles vêm até vós vestidos de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes” (Mt 7, 15).

É preciso ter sempre em mente que precisamos procurar fontes seguras para alimentarmos a nossa fé. E se Jesus legou aos Apóstolos a tarefa de propagá-la, não há maior segurança do que se fiar em tudo aquilo que é apostólico. Vocês conhecem algo desse tipo? Eu conheço! Chama-se Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja que o próprio Cristo fundou e deixou ao cuidado dos apóstolos, guiados pelo Espírito Santo. Aí deve buscar refúgio todo aquele que deseja encontrar a Verdade. Conforme expressou o Concílio Vaticano II:

“Na formação de suas consciências, os cristãos hão de ater-se, porém, à doutrina santa e certa da Igreja. Pois, por vontade de Cristo, a Igreja Católica é mestra da Verdade e assume a tarefa de anunciar e de ensinar autenticamente a Verdade que é Cristo” [3].

Sei que essa realidade é muitas vezes questionada. Nossos irmãos pertencentes a outras igrejas constantemente se colocam contra os ensinamentos da Igreja Católica, defendendo que a fé deve basear-se somente nas Sagradas Escrituras. Quantos de nós já não ouvimos perguntas do tipo: “Onde está falando isso na Bíblia?”. Alguns católicos, diante de perguntas como essa, podem até mesmo sentir-se desconcertados, pela dificuldade de atestar a fé com o auxílio da Palavra. Mas é preciso entender que para nós católicos, a Bíblia não é a única fonte de fé. Não que ela deva ser desprezada ou diminuída, pois é autentica Palavra de Deus, escrita pela inspiração do Espírito Santo. Mas convém lembrar que “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros sagrados” [4].

Assim, ao lado das Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição Apostólica, “que vem dos apóstolos e transmite o que estes receberam do ensinamento e do exemplo de Jesus e o que receberem por meio do Espírito Santo” [5] e o Magistério da Igreja, que possui “O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida” [6], constituem-se como as fontes de nossa fé. Valendo-se desses três pilares, a Igreja Católica continua a ser “coluna e fundamento da verdade” (1Tm 3, 15) para milhões de fiéis que caminham rumo ao encontro definitivo com o Senhor.

Não vaguemos cegamente à procura da Verdade. Pelo contrário, fiemo-nos à autoridade da Igreja de Cristo, para abraçarmos a fé que o próprio Cristo transmitiu aos Apóstolos. Mais ainda, busquemos conhecer cada vez mais e melhor tudo o que Deus desejou nos transmitir, pois “o discípulo se compromete por um grave dever para com Cristo Mestre a conhecer sempre mais cabalmente a verdade d´Ele recebida, a anunciá-la com fidelidade e a defendê-la com coragem” [7].

Que o Senhor nos ajude a viver bem esse Ano da Fé e nos dê a graça de professar, de coração sincero, o que disse Santa Teresa de Ávila:

Em tudo me sujeito ao que professa a Santa Igreja Católica Romana, em cuja fé vivo, afirmo viver e prometo viver e morrer”.

Até a próxima!

 

 

[1] CEC (Catecismo da Igreja Católica), n. 74.

[2] Idem, n. 75.

[3] DH (Dignitatis Humanae), n. 14.

[4] CEC, n. 120.

[5] Idem, n. 83.

[6] Idem, n. 85.

[7] DH, n. 14.

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