Olá, amigo!

Após a grande experiência de fé vivida no Brasil por três milhões de jovens na Jornada Mundial da Juventude com o Papa Francisco, ainda podemos sentir um clima de paz deixado por nosso Sumo Pontífice. Foi muito bom recebê-lo em nosso meio e poder notar à nossa volta o quanto sua visita já pôde render frutos. Pessoas de outras religiões com faixas declarando seu amor pelo Santo Padre, católicos que se encontravam afastados, voltando para a Igreja e revendo suas vidas, pecadores que se sentiram abraçados e acolhidos pela Igreja na pessoa do Papa, jovens que viram despertar o desejo de consagrar-se ao serviço de Deus e da Igreja. Quantas bênçãos ele nos trouxe, é de fato um servo fiel do Senhor, ungido pelo Espírito Santo, escolhido a dedo por Deus para orientar a Igreja neste momento tão difícil vivido por ela.

Seu amor pelo povo é de fato o que a Igreja tanto precisava para poder evangelizar de forma mais eficaz. Papa Francisco consegue transmitir a verdadeira imagem que a Igreja e seus membros eclesiais devem ter, a imagem da mãe que acolhe, que alimenta, que pega no colo, que abençoa, que educa, que acima de Papa Francisco na JMJ-2013tudo ama e perdoa seus filhos, segundo a imagem de Deus. Abençoado servo da vontade de Deus que um dia disse seu sim ao divino chamado de amor e sem saber o que o futuro lhe reservava, entregou sua vida sem reservas para servir ao outro como havia aprendido com o Mestre Jesus por meio de sua família.

Deus ama a todos os teus filhos e cada filho responde a esse amor de uma forma diferente. Muitos, como já vimos, são chamados a constituírem família, a trabalharem, a viverem normalmente, de acordo com o que nos sugere o Evangelho. Outros são chamados a responder ao amor de Deus de uma forma diferente. São pessoas que não se contentam em viver no mundo apenas, mas que querem dar algo mais para Deus, como os sacerdotes e as religiosas que doam sua vida inteira à Igreja para servirem inteiramente a Deus e aos irmãos sem olhar para o que deixam para trás e que de forma alguma encaram como sacrifício, mas sim como uma prova de amor, assim como no momento do Matrimônio, onde cada noivo deixa sua casa para estar com aquele a quem ama.

Como dizer não a um chamado de amor tão forte, algo que queima tão intensamente e que não cabe na pobre e tão pequena alma humana? Pobres daqueles que são escolhidos por Deus para tal comprometimento, pois jamais serão contentados pelos amores do mundo, afinal, como preencher no coração um lugar que pertence somente a Deus?

A vida consagrada é professar publicamente valores que estão em desuso no Irmãsmundo atual, os conselhos evangélicos (pobreza, castidade e obediência) experimentando assim uma plena liberdade para dedicar-se totalmente ao serviço de Deus em um estado de vida permanente reconhecido pela Igreja [1]. É estar intimamente ligado a Ele, amá-Lo acima de tudo e dedicar sua vida para o bem dos outros acima do seu próprio bem, é doar-se inteiramente sabendo que é amando o outro que se ama também a Ele.

Hoje, há também as Comunidades de Vida e as de Aliança, nas quais não se toma o hábito e a batina, como na consagração tradicional, mas se vive sob as constituições das respectivas comunidades.

Cada Comunidade de Vida possui sua própria constituição que ajuda os seus membros a viverem melhor o discipulado, o apostolado e a busca da perfeita caridade. São pessoas que desejam ser missionários de Cristo, que deixam suas casas para viver com outros irmãos que partilham dos mesmos ideais de servir e trabalhar pelo bem uns dos outros, deixam a vida velha sem olhar para trás, desejam seguir somente a vontade de Deus, sendo assim enviados aonde forem mais necessários.

As Comunidades de Aliança são alternativas para aqueles que se identificam com a constituição e com o carisma de uma comunidade, mas querem continuar vivendo no mundo, continuar sua vida normalmente, mas respeitando e servindo com alegria segundo as regras determinadas por esta comunidade. Você recebe as formações da Comunidade e é chamado a ser missionário no mundo, sem sair do convívio dos seus amigos, da sua família, do seu trabalho.

O chamado de Deus é pessoal, Ele chama a cada um de nós para uma vocação diferente: ser pai, ser mãe, ser filho, ser um leigo consagrado, ser freira, ser Padre, etc. Seja qual for a missão que Ele te confiou, assuma-a com muito amor sem se preocupar com o passado e sem ter medo do futuro. Afinal, o amor supera tudo, mas a culpa e o medo nos paralisam.

O mês de agosto é dedicado às vocações, vamos aproveitá-lo para rezar mais pelas vocações de nossa Igreja, as que já se manifestaram e as que ainda não, as que se concretizaram e as que ainda não. Que o Senhor olhe por todos nós e nos abençoe.

 

CEC 915-945

[1] CEC 944.