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O ANO DA FÉ ACABOU, E AGORA? – Por Fr. Lucas, scj.

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Vivat Cor Iesu,

Per Cor Mariae!

 

Sejam bem vindos, mais uma vez, ao CommunioSCJ! O Ano da Fé foi encerrado no último domingo, na celebração da Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo. Esperamos ter contribuído para que, com nossas reflexões, também você, que acompanha nosso blog, tenha refletido mais profundamente sobre o modo que a fé católica tem impactado sua vida. De fato, é nossa tarefa aprofundarmos o conhecimento de nossa fé para que, cada vez mais, possamos pô-la em prática: a fé, se não transforma nossa vida, é morta (cf. Tg 2,26).

Dessa forma, queremos seguir o processo de reflexão de nossa fé com um tema que, graças a Deus tem sido muito difundido nos últimos tempos: as catequeses do Beato João Paulo II sobre o amor humano, também conhecidas como a “teologia do corpo”. Isso porque descobrir a beleza para a qual fomos criados é muito importante para que nós, jovens, abracemos com convicção o empenho pela castidade e, nela, encontremos a verdadeira alegria de amar.

Sabemos que a castidade cristã é, muitas vezes, objeto de dúvida e escárnio para muitos. Sabemos também da dificuldade para abraçar e crescer nesta virtude. Mas também sabemos que ela “significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual” [1]. E queremos aprender a viver nesta virtude para que, com o auxílio da graça de Deus, cresçamos na nossa realização enquanto seres corpóreo-espirituais vocacionados ao amor.

Não que a castidade seja o centro da vida cristã: seu centro é a caridade. E, de fato, “a caridade é a forma de todas as virtudes. Influenciada por ela, a castidade aparece como uma escola de doação da pessoa. O domínio de si mesmo está ordenado para a doação de si mesmo” [2]. Queremos aprender a amar. E, para tanto, precisamos aprender a castidade, seu significado e seu valor sempre atual.

Por isso, a partir do próximo mês, começaremos a refletir sobre o primeiro ciclo das proféticas catequeses que o Beato Papa João Paulo II proferiu sobre o amor humano que se chama “O Princípio” e trata do desígnio de Deus na criação do ser humano. Este primeiro ciclo vai da audiência geral da quarta-feira, 5 de setembro de 1979, “Em colóquio com Cristo sobre os fundamentos da família” [3] até aquela da quarta-feira, 2 de abril de 1980: “Os interrogativos sobre o matrimônio na visão integral do homem” [4].

Enfim, esta será também a ocasião de testemunharmos nossa fé no Espírito que suscita o Papa do qual temos necessidade seja da Polônia, da Alemanha ou mesmo da Argentina. E ainda, é uma forma de bendizer a Deus por nos ter dado João Paulo II com sua santidade luminosa para conduzir-nos no fim do milênio passado no ano de sua canonização.

Que a beatíssima Virgem, ícone da pureza, nos guarde neste caminho.

Fraterno abraço, até a próxima.

 

 

[1] Catecismo da Igreja Católica (CEC) 2337.

[2] CEC 2346.

[3] JOÃO PAULO II. Em colóquio com Cristo sobre os fundamentos da família. Disponível em: http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1979/documents/hf_jp-ii_aud_19790905_po.html.

[4] JOÃO PAULO II. Os interrogativos sobre o matrimônio na visão integral do homem. Disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/audiences/1980/documents/hf_jp-ii_aud_19800402_po.html>.

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A NOVA EVANGELIZAÇÃO CONTINUA – Por Fabiana Theodoro.

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Olá, amigos, a paz!

É chegado o encerramento do Ano da Fé. É a hora de avaliarmos como foi este tempo para cada um de nós. Aprofundamos o Catecismo, ganhamos um novo Papa, vivemos a Jornada Mundial da Juventude, quantas bênçãos este ano de 2013 nos trouxe, não foi, católicos?

Devemos eterna gratidão ao grande Papa que Bento XVI foi e por essa grande graça que foi o Ano da Fé, essa oportunidade de olhar para as raízes de nossa fé, de termos um contato maior com as lições da Igreja e tudo o que ela prega, o que Jesus nos deixou de mais belo e precioso, os segredos de Deus e do seu Reino, a Verdade que não deveria mais permanecer em segredo, mas sim ser compartilhada com os mais pequeninos.

A Igreja é a esposa de Cristo, sua presença nela é indiscutível e tudo o que ela crê deve ser entendido por cada um de nós num contexto não só de fé, mas também de razão. A Igreja não está ultrapassada e obsoleta, pelo contrário, nunca foi tão atual no contexto em que vivemos. A Igreja é a chama em meio à escuridão que quer se instalar no mundo para destruir a família, escolher quem tem o direito de nascer ou não, quem está na hora de morrer ou não, rompendo a linha que existe entre o direito de um e o direito do outro.

É por isso que nós cristãos estamos aqui, para ser luz e para tirarmos do erro os que desconhecem a verdade sobre a Igreja Católica.

Nós cremos em Cristo porque Ele nos salvou. Ele desceu do céu para salvar-nos de nós mesmos, para mostrar a cada um de nós o valor que temos, que não depende de como somos, do quanto temos, mas sim, depende do que somos e do que Deus acredita que poderemos ser.

Para isso ocorrer, você e eu temos um grande compromisso com Cristo, assumido por nós mesmos quando nos chamamos cristãos. O compromisso de pensar como Ele pensaria, agir como Ele agiria e reagir como Ele reagiria em todas as situações.

Eis a importância de se conhecer bem a Cristo e à Igreja, a Nova Evangelização depende de nós. Quem conhece a Cristo jamais anda sozinho, quem tem intimidade com Ele deixa de preocupar-se com as coisas fúteis da vida, busca as coisas do Alto [1] e leva os outros a buscá-las também.

Meus amigos, se o Ano da Fé acabou, nossa busca, não. Um ano é muito pouco para conhecer todas as riquezas que a Igreja guarda sob o sangue dos mártires e do próprio Jesus. Cristo é o amém definitivo na História da Igreja, mudou o mundo para sempre com atitudes simples de amizade, humildade, misericórdia, amor. Foi grande na terra, se fazendo pequeno entre nós. Podia ter feito coisas muito maiores para demonstrar seu poder, mas preferiu fazer pequenos milagres que salvaram (e ainda salva) a vida de muitas pessoas que se achavam sem valor nenhum.

Podemos ser assim também, deixar Jesus agir em nós para através de nós, salvar a vida das pessoas com pequenos exemplos e pequenas atitudes. A Nova Evangelização depende mais de exemplos do que de palavras.

Continuem conosco e com nossas reflexões, conheçam a vida dos santos, leiam o Catecismo, conheçam e transmitam a verdade sobre a Igreja, sejam católicos de verdade.

Estamos juntos em prol da Igreja de Cristo, boa semana a todos, que o Senhor os abençoe.

 

 

[1] Col 3,1.

A NOSSA FÉ CATÓLICA (v. 2) – Por Pe. Daniel Ribeiro, scj.

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Olá, queridos amigos. Que a Paz de Deus esteja com vocês.

Estou feliz em escrever novamente para o nosso blog. O assunto deste texto continua a ser nossa fé em Jesus Cristo que recebemos da Igreja. Neste texto eu gostaria de refletir sobre como a fé deve afetar toda a nossa vida. Este ano está quase acabamento e nós não podemos dizer sempre as mesmas coisas sobre a nossa vida. Ela pode crescer. Para ajudar nossa reflexão, em 26 de Setembro, em sua missa diária, o Papa Francisco explicou sobre três formas diferentes para viver a fé e conhecer nosso Deus.

Primeiro é possível conhecer a Deus com a mente. É muito comum ouvirmos que o Concílio Vaticano II ainda não é conhecido. Mas raramente alguém diz que nós não conhecemos o Catecismo da Igreja Católica. Eu acho que se os católicos conhecerem bem a Igreja e sua história nós teremos muito respeito e admiração. Ler e estudar é muito importante, mas é apenas o primeiro passo. É assim porque quando estudamos podemos saber coisas sobre Jesus, mas não é suficiente. Depois é preciso conhecer Jesus.

Ninguém pode conhecer Jesus sem se envolver com Ele. Se você não conversa com Ele, você não O conhece. Você pode ter conhecimento sobre Jesus, mas sem amizade, é impossível ser Seu amigo. Então a oração não é teoria ou repetição de fórmulas prontas. Eu penso que rezar é um encontro e um diálogo íntimo com alguém que amamos. Quando nós amamos não são suficientes apenas fotos e cartões. Então sem oração, Deus pode ser admirado, mas não amado.

Entretanto o Papa Francisco explicou que a fé do coração é também apenas um passo importante, mas podemos ir mais longe. A fé precisa descer da mente para o coração e depois precisa chegar nas mãos. Em outras palavras, nós precisamos conhecer a linguagem da ação. É necessário andar com Jesus em nossa jornada diária. Então eu devo sempre pensar que se Ele estivesse em meu caminho Ele também faria isso.

Eu gostaria de ajudá-los a pensar em como é bonita a fé que recebemos da Igreja. Então não podemos esquecer que a fé não é uma fórmula, mas um comportamento de alguém que ama e gosta de fazer tudo o que seu amado faria e acredita. Entretanto, Jesus é simples, mas Ele quer sinais concretos de amor. Tenham uma boa semana.

Deus os abençoe.

 

Pe. Daniel

 

 

 

Segue o texto em sua versão original:

 

Hello, dear friends. May the peace of God be with you.

I’m happy to write again to our blog. The subject of this text continues to be our faith in Jesus Christ that we received from the Church. In this text I would like to meditate about how the faith has to affect all our life. This year is almost finishing and we can´t tell always the same things about our lives. It can grow. To help our reflection, in September 26th, in his daily Mass, Pope Francis explained about three different ways of living the faith and knowing our God.

First it is possible to know God with the mind. It is very common we listen that Vatican Council II still isn´t known. But rarely someone say that we don´t know the Catechism of the Catholic Church. I think that if the catholic know well the Church and its history we will have much respect and admiration. To read and to study is very important, but it is only the first step. It is like this because when we study we can know things about Jesus, but it isn´t enough. After is needed to know Jesus.

No one can know Jesus without getting oneself involved with Him. If you don´t talk to Him, you don’t know Him. You can have knowledge about Jesus, but without friendship, it is impossible to be His friend. So, the prayer isn’t theory or repetition of ready formulas. I think to pray is a meeting and intimate dialogue with somebody that we love. When we love it isn´t enough only pictures and cards. So, without prayer God can be admired, but not loved.

However Pope Francis explained the faith of heart is also only another important step, but we can go further. The faith needs to go down from the head to the heart and after must arrive in the hands. In other words, we need to know the language of action. It is necessary to walk with Jesus along our daily journey. So, I always should think if He was in my path He would also do it.

I would like to help you to think how it is beautiful the faith that receive from the Church. So, we can´t forget that the faith isn´t a formula, but a behavior of someone that loves and likes to do all that his loved one would do and believe. However, Jesus is simple, but He wants concrete signs of love. Have a nice week.

God bless you.

 

Fr. Daniel